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Mercado eleva de novo projeção para a inflação em 2015, agora para 8,2%

Nesta semana, o IBGE divulgará o índice oficial de março, com os preços subindo acima de 1%. Com a elevação da inflação, a expectativa é que o BC aumente a Selic de novo

Por Da Redação 6 abr 2015, 09h47

O mercado financeiro elevou pela 14ª semana consecutiva sua projeção para a inflação deste ano medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com o Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira, a estimativa do grupo de economistas ouvidos pelo Banco Central passou de 8,13% para 8,20% em sete dias. Há um mês, a previsão média para a alta de preços de 2015 estava em 7,77%. O próprio Banco Central espera uma inflação de 7,9% este ano. Para o fim de 2016, a mediana das projeções para o IPCA foi mantida em 5,60%. Quatro semanas atrás estava em 5,51%.

Depois da alta de 1,24% de janeiro e de 1,22% em fevereiro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a projeção para a taxa em março também segue acima de 1%. De acordo com o boletim Focus, a mediana das estimativas permaneceu em 1,40% – um mês antes, estava em 1,14%. O IBGE divulgará o resultado de março nesta quarta-feira.

Com a aceleração da inflação, economistas acreditam que o BC eleve de novo a Selic, a taxa básica de juros. A pesquisa Focus mostrou que o mercado aposta em alta para 13,25% ao ano em abril, ante 12,75% atualmente. Outro aumento é previsto para junho. Mas, é possível que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida cortar a Selic em novembro e a taxa termine o ano no patamar de 13,25%. Em relação a 2016, a mediana das projeções no Focus continua apontando a Selic a 11,50% ao ano.

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Também voltaram a subir as projeções para o dólar, um dos fatores de pressão inflacionária. Para o fim de 2015 a expectativa foi a 3,25 reais, contra 3,20 reais na pesquisa anterior, e para 2016 os economistas consultados veem a moeda norte-americana a 3,30 reais, ante 3,23 reais.

Atividade – Sobre a atividade econômica, a projeção no Focus para este ano do Produto Interno Bruto (PIB) foi ajustada a uma contração de 1,01%, ante queda de 1,00% na pesquisa anterior. Para 2016, a projeção melhorou pela primeira vez após quatro semanas, para uma expansão de 1,10% do PIB, ante 1,05%.

(Da redação)

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