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Mercado concorda que a Selic cai a partir de 2026, o difícil é prever de quanto será a queda

Especialistas começam a fazer os cálculos do tempo que falta para a taxa básica de juros começar a cair

Por Daniel Fernandes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 ago 2025, 07h00 •
  • A taxa básica de juros da economia, a Selic, vai mesmo cair. Mas em 2026. Pelo menos é essa a visão corrente do mercado financeiro neste momento. Relatórios e análises enviados à VEJA NEGÓCIOS indicam que a taxa fica no patamar atual de 15% até o fim de 2025, mas cai a partir de 2026. E há quem calcule que o ciclo de retração terá seis cortes consecutivos de 0,50 ponto percentual, chegando a 12%. O Boletim Focus, emitido pelo Banco Central na última segunda-feira, indica cenário semelhante, mas a taxa o ano que vem ‘pousaria’ em 12,50% no próximo ano.

    Essas análises surgem antes e depois da divulgação do IPCA. A inflação oficial medida pelo IBGE de julho foi de 0,26%. O resultado foi inferior ao que era esperado pelo mercado e isso fez com que uma pergunta fosse retomada: o Comitê de Política Monetária (Copom) pode iniciar o ciclo de queda da Selic ainda neste ano?

    “Nós temos visto os dados de inflação um pouco melhores do que o esperado nas últimas divulgações. A gente tem visto também um cenário mais benigno para a taxa de câmbio. Com relação a atividade (econômica), os dados têm vindo mistos, mas tem mostrado uma desaceleração da economia”, analisa Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank. “O quadro geral para a inflação está um pouco melhor. Isso significa que o Banco Central já vai cortar a taxa de juros este ano? Eu acho que não, eu acho que estaria muito cedo”, conclui o raciocínio.

    Carlos Eduardo Eichhorn, diretor de gestão de recursos da Mapfre Investimentos, acredita que a autoridade monetária seguirá pelo mesmo caminho. Haverá reduções “suaves” de juros até o fim de 2026, com a Selic caindo para 12,50%. Para esse ciclo reducionista ser mais célere entre o primeiro e o segundo trimestres do próximo ano, na opinião de Carlos, o Banco Central depende de um conjunto de dados – entre eles, a ancoragem das projeções de inflação, os níveis de atividade e do mercado de trabalho.

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    Grandes bancos pensam igual

    Os grandes bancos brasileiros pensam de maneira bastante semelhante. Relatório do Bradesco indica que o corte de juros fica para 2026, mesmo com a inflação aparentemente sob controle e o crescimento em ritmo menor. “Como restam apenas três reuniões do Copom até o fim do ano, postergamos o início do corte para 2026”.

    Anteriormente, o banco falava em um primeiro corte já em dezembro de 2025. O Bradesco indica que os cortes levarão a taxa para 11,75% ao fim do próximo ano. No que diz respeito ao início do corte, a posição do Bradesco é a mesma do Itaú Unibanco. “Seguimos projetando que o Copom manterá a Selic inalterada em 15% até o fim do ano, iniciando um ciclo modesto de afrouxamento monetário a partir do primeiro trimestre de 2026”, escreve em relatório o economista-chefe do banco, Mário Mesquita. Para o Itaú, a Selic termina o ano que vem em 12,75%.

    Por fim, a XP. A casa de investimentos acredita que a taxa de juros vai cair sofrer seis quedas consecutivas a partir do ano que vem e chegará em 12%. “Entendemos que reformas fiscais serão necessárias para redução adicional de juros”, escreve Caio Megale, que é o economista-chefe da instituição.

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