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Mantega diz que 4 rodovias irão a leilão, ‘sem demora’

Ministro tenta atrair investidores estrangeiros para os projetos de concessões no Brasil

Por Da Redação 24 set 2013, 23h08

As próximas rodovias que vão a leilão no Brasil serão as mais rentáveis, com maior tráfego e devem despertar interesse dos investidores estrangeiros, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a jornalistas na tarde desta terça-feira, sem citar quais seriam os trechos. “Sem demora, vamos oferecer quatro rodovias para leilão”, afirmou.

Ele explicou que os primeiros leilões de rodovias precisaram ser adiados porque estavam baseados em estudos antigos, desatualizados e, por isso, precisaram ser revistos. “Pudemos apresentar um modelo de concessão que será bem-sucedido.”

Além das rodovias, Mantega afirmou que o governo está finalizando a modelagem para oferecer ferrovias aos investidores e ressaltou que o dinamismo da economia brasileira nos próximos anos virá destes investimentos em infraestrutura. “Estamos falando de um novo ciclo de expansão da economia de longo prazo”, disse. Como exemplo, ele destacou que cada 1 milhão de reais investido em infraestrutura gera de 2 milhões a 3 milhões de reais em riqueza nacional.

Mantega falou com jornalistas após se reunir, na sede do Bank of America, em Nova York (EUA), com um grupo de 20 grandes investidores, que administram 10 trilhões de dólares. Segundo ele, foi possível perceber, pela pergunta dos presentes ao encontro, o interesse pelos projetos de infraestrutura no Brasil e ele teve a chance de explicar alguns pontos que geravam dúvidas. “O país é hoje no mundo um dos poucos lugares onde é possível ganhar dinheiro com investimento”, afirmou o ministro.

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Ele afirmou que o Brasil não tem condições de financiar os projetos sozinhos, por isso a necessidade de parceiros internacionais. E ressaltou que os bancos privados brasileiros têm mostrado interesse em participar dos financiamentos e que as instituições públicas, Caixa, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão participar dos projetos, mas em parcerias com seus pares privados.

Os investimentos em infraestrutura terão em sua estrutura uma parte em financiamento e outra em equity (ações). Mantega disse que a primeira deve ficar entre 60% e 70% de cada projeto, com a parte em ações respondendo pelo resto. “O setor privado vai ter chance de financiar infraestrutura no Brasil”, afirmou.

Nesta quarta-feira, Mantega participa de um evento para discutir oportunidades de investimento no Brasil, organizado pelo banco Goldman Sachs e pelo Grupo Bandeirantes. Além dele, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, estará presente. A presidente Dilma Rousseff deve fechar o evento.

(com Estadão Conteúdo)

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