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Mantega afirma que governo vai agir contra inflação – mas não diz como

Alta dos preços chegou a 6,59% nos últimos dozes meses, estourando o teto da meta de inflação

Por Da Redação - 10 abr 2013, 18h33

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, proferiu, nesta quarta-feira, um mantra repetido pelo governo mensalmente, sempre que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é divulgado. O ministro “vidente”, como diz o jornal Financial Times, afirmou que o governo não poupará medidas para controlar a inflação – e destacou que, em breve, serão anunciadas desonerações aos setores sucrolacooleiro e químico. “Estamos atentos à inflação porque ela é prejudicial à economia brasileira”, disse ele ao sair de uma reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial. “A boa notícia é que a inflação de março foi menor do que a de fevereiro e janeiro”, disse, tentando ser otimista.

Mantega argumentou que o resultado do IPCA de março mostra trajetória de queda da inflação. O indicador no mês passado ficou em 0,47%, mas no acumulado em 12 meses chegou a 6,59%, estourando o teto da meta, que é de 4,5%, mais 2 pontos de tolerância.

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Com o resultado mostrando desaceleração, o mercado praticamente descartou a hipótese de elevação da taxa básica Selic, hoje em 7,25%, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central da próxima semana, deixando a alta para maio. Mantega voltou a dizer que o Brasil está vivendo uma fase de crescimento econômico gradual e que é preciso continuar dando competitividade à economia do país. “Em março vai haver crescimento da indústria, mas o importante é a recuperação do investimento”, disse ele.

Em fevereiro, a produção industrial brasileira recuou 2,5%, no pior resultado mensal em pouco mais de quatro anos, mostrando as dificuldades para a recuperação da atividade econômica do país.

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(com agência Reuters)

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