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Lupi: indústria de transformação puxará emprego

Por Da Redação - 14 set 2011, 13h16

Por Célia Froufe

Brasília – A indústria da transformação puxará o crescimento da geração de empregos nos próximos meses, na avaliação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Para ele, o principal segmento nesse setor será a indústria de alimentos, que seguirá aquecida com as vendas de final de ano. O ministro também citou como possíveis destaques os segmentos de mecânica, química e de calçados.

Em agosto, a indústria da transformação foi responsável pela geração de 35.914 postos e já mostrou ênfase nos segmentos citados por Lupi. No mês passado, os segmentos de produtos alimentícios criaram 17.441 postos; a indústria química, 6.463; a mecânica, 3.457; e a de calçados, 3.423, que estava sofrendo reduções consecutivas de seus quadros de funcionários. “Quando o governo começa a ter medidas setoriais que trazem benefícios, o resultado é imediato no emprego”, disse o ministro.

Lupi disse também que o setor de serviços e o comércio devem apresentar crescimento significativo nos próximos meses. “Em números absolutos, é o comércio quem mais puxará”, previu. De acordo com dados de agosto, o setor de serviços foi responsável pela criação de 94.398 postos e o comércio, de 44.336 vagas.

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Agricultura

Após acumular um acréscimo de 255 mil empregados com carteira assinada nos primeiros sete meses deste ano, já descontadas as demissões, a agricultura registrou um saldo negativo em agosto de 19.498 postos de trabalho, conforme informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O ministro do Trabalho previu hoje que essa tendência de redução do quadro deve se perpetuar até o final do ano, por conta da sazonalidade do setor. “Agricultura deve ser negativa até dezembro”, estimou.

O ministro atribuiu, inclusive, o saldo negativo de emprego no Estado de Minas Gerais no mês passado, o único a ter mais demissões do que contratações em agosto (de 801 postos), à cultura de café. Nos cafezais, as demissões superaram as contratações em 26.698 postos no mês passado. Apenas em Minas, o impacto foi de uma queda de 20.202 vagas ante redução de 3.611 em São Paulo e de 2.138 na Bahia.

De acordo com Lupi, outros segmentos da agricultura, como a pecuária, também deve influenciar negativamente o setor nos próximos meses. “Os Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão nisso. Já no Nordeste não, lá é diferente por causa do clima”, comparou o ministro.

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