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Loggi é o mais novo unicórnio brasileiro

Startup de tecnologia que conecta empresas, consumidores e motofretistas é a oitava do país a ser avaliada em US$ 1 bi, após rodada de investimentos

Loggi Os fundadores Arthur Debert e Fabien Mendez na sede da startup, na região da Avenida Paulista

Os fundadores Arthur Debert e Fabien Mendez na sede da startup, na região da Avenida Paulista (Ivan Dias/VEJA)

A Loggi, empresa paulistana de entregas por moto, acaba de atingir o valor de mercado de 1 bilhão de dólares e se tornar, assim, o oitavo unicórnio brasileiro, após uma rodada de investimentos de 150 milhões de dólares. Os investimentos foram feitos por SoftBank, Microsoft, GGV, Fith Wall e Velt Partners.

São chamados “unicórnios” as startups que atingem o valuation de 1 bilhão de dólares ou mais. O termo surgiu como referência às lendas do Vale do Silício que inspiram os sonhos de empreendedores do mundo todo.

Até agora, outras sete empresas brasileiras haviam chegado lá: 99, iFood, Movile, Nubank, Gympass, Stone e Arco Educação.

Motofretista da Loggi com o tradicional baú azul da empresa: presente em 36 cidades brasileiras

Motofretista da Loggi com o tradicional baú azul da empresa: presente em 36 cidades brasileiras (Divulgação/Loggi/.)

Presente em 36 municípios brasileiros, que juntos concentram 35% da população do país, a Loggi é conhecida no trânsito das grandes cidades pelo baú azul das motos usadas em suas entregas. A empresa foi fundada em 2013 pelo francês Fabien Mendez, o CEO, e pelo brasileiro Arthur Debert, Head de Produto. Hoje, ocupa um prédio na Alameda Santos, na região da Avenida Paulista.

“Tornar-se um unicórnio nunca foi um objetivo em si, mas é um marcador de que estamos no caminho certo”, diz, em português fluente, Fabien Mendez, que chegou ao Brasil para fazer um intercâmbio acadêmico na Fundação Getulio Vargas.

O fundo japonês SoftBank, que integra a atual rodada de investimentos, já havia anunciado uma injeção de 111 milhões de dólares na empresa em outubro de 2018.

Com o novo aporte de 150 milhões de dólares, a Loggi investirá prioritariamente em tecnologia. “O foco principal são pessoas. Queremos capacitar mais de 1.000 engenheiros nos padrões de qualidade do Vale do Silício, em áreas como inteligência artificial e inteligência de dados”, diz.

Área de relaxamento no 1º andar da empresa: ambiente informal

Área de relaxamento no 1º andar da empresa: ambiente informal (Ivan Dias/VEJA)

A empresa tem hoje aproximadamente 20.000 motofretistas cadastrados na plataforma, que realizam entregas para empresas como Dafiti, Mercado Livre e McDonald’s. A Loggi não é concorrente da paulistana iFood ou da colombiana Rappi, mas parceira de ambas, que usam a rede de colaboradores para atender suas clientelas. Uma das marcas divulgadas é o fato de nenhuma morte no trânsito ter sido registrada durante as entregas.

Colaborou André Siqueira

Comentários

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  1. carlos moura

    Parabéns aos empreendedores! Como se vê, é possível ser um “campeão nacional” sem a influência dos maus e/ou incompetentes políticos.

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  2. André Liberdade de Expressão é meu direito CF Art Quinto

    Apesar do sucesso dos empreendedores o Brasil caminha para pobreza! Somos o país dos programadores caminhando com a desindustrialização do país! Para um aplicativo basta uma boa idéia e um note book e pronto, dinheiro e poucos empregos. Para fabricação do mesmo notebook preciso de semicondutores(microprocessadores, controladores, etc), componentes passivos, display, uma enorme cadeia produtiva(insumo e muitíssimos trabalhadores) mas tudo isso fabricado fora do Brasil.

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