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Lava Jato pode impactar o PIB em R$ 142 bi em 2015

Montante equivale a retração de 2,5% do PIB, estima GO Associados. Cálculo considera perdas no valor bruto da produção, empregos, salários e geração de impostos

Os impactos diretos e indiretos da Operação Lava Jato na economia brasileira podem somar 142,6 bilhões de reais 2015, o equivalente a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estudo da GO Associados. Recentemente, a consultoria havia elevado a projeção de 87 bilhões de reais, previstos em abril, para 187,2 bilhões de reais. No entanto, acabou revisando a estimativa para baixo, tomando como base o novo plano de negócios da companhia que reduziu em 37% o volume de investimentos previstos entre 2015 e 2019, para 130,3 bilhões de dólares.

O cálculo da GO Associados busca quantificar os efeitos decorrentes da Lava Jato na redução dos investimentos da Petrobras e do setor de construção de obras públicas, considerando perdas no valor bruto da produção, empregos, salários e geração de impostos. O levantamento prevê um recuo de 22,4 bilhões de reais na massa salarial em 2015, uma diminuição de 9,4 bilhões de reais em arrecadação de impostos e uma perda de até 1,9 milhão de empregos.

“Uma parcela deste prejuízo é inevitável diante do imperativo de conduzir uma investigação abrangente e minuciosa. Porém, parcela majoritária deste custo pode ser evitada se os devidos cuidados forem tomados”, avalia sócio da GO Associados. “O objetivo deve ser o de proteger o emprego e, para tanto, a capacidade de investimento sem descuidar do rigor da investigação”, diz.

Economistas ouvidos pelo Banco Central (BC), no último Boletim Focus, projetaram uma queda de 1,97% no PIB deste ano. A previsão do governo é de uma retração de 1,49%, em linha com o que estima a GO (-1,50%).

Na semana passada, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, reforçou a avaliação do governo que de a Lava Jato terá um impacto de redução de pelo menos 1% do PIB neste ano. “O impacto econômico é forte, com o comprometimento de investimentos e desaceleração do setor”, disse.

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(Da redação)