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JBS troca executivos com foco em expansão no mercado americano

Gilberto Tomazoni assume a presidência e Guilherme Cavalcanti, ex-Fibria, será o novo diretor executivo financeiro e diretor de relações com investidores

A JBS anunciou entre terça-feira, 4, e quarta, 5, dois novos executivos. São eles Gilberto Tomazoni, novo presidente executivo da maior processadora de carne do mundo, e Guilherme Cavalcanti, novo diretor executivo financeiro e diretor de relações com investidores. Segundo Tomazoni, a prioridade é melhorar as margens do negócio.

A estratégia para conseguir isso será aumentar a gama de produtos de maior valor agregado nos Estados Unidos e aperfeiçoar a cadeia de distribuição na Ásia.

Tomazoni, que está no grupo desde 2013, afirmou a analistas nesta quarta que a listagem de operações da companhia nos Estados Unidos continua sendo uma das principais prioridades do grupo, mas “no momento adequado”.

“Estamos muito entusiasmados com a oportunidade que temos em produtos de valor agregado nos EUA. É a nossa maior oportunidade”, disse o executivo.

Tomazoni falou também sobre o novo diretor financeiro. Cavalcanti é graduado e mestre em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Desde 2012, Guilherme atuava como Diretor de Finanças e Relações com Investidores na Fibria Celulose.

“Estamos muito contentes com a chegada do Guilherme, um excelente profissional que possui uma extensa experiência em finanças e no mercado de capitais. Ele irá contribuir de forma significativa para a evolução da estrutura de capital e para o crescimento da JBS”, afirmou Tomazoni.

A companhia tem tido dificuldades para se distanciar de escândalos, sejam políticos ou empresariais. Seus donos, Joesley e Wesley Batista, foram envolvidos em duas operações da Polícia Federal – Carne Fraca e Lava Jato – em 2017. Em novembro deste ano, Joesley voltou a ser preso pela PF na Operação Capitu.

Um pouco antes, em outubro, a JBS Tolleson Inc., unidade localizada no Arizona, nos Estados Unidos, teve de fazer um recall de cerca de 3.000 toneladas de produtos de carne bovina por suspeita de uma possível contaminação por salmonela, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).