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Itaú anuncia redução nos juros após queda da Selic

Banco afirma que irá repassar queda de 0,5 ponto para empréstimos pessoais e capital de giro; mais cedo, Caixa anunciou redução do crédito habitacional

Por da Redação - 30 out 2019, 18h27

Logo após o  Comitê de Política Monetária (Copom) cortar em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros da economia, a Selic, o Itaú anunciou, nesta quarta-feira, 30, que irá repassar a redução a seus clientes.

Em nota, o banco afirmou que para clientes pessoa física, a redução com repasse integral será no empréstimo pessoal e, para pessoa jurídica, no capital de giro. “Os valores, que passam a valer a partir de segunda-feira, 4, variam de acordo com o perfil do cliente e de seu relacionamento com o banco”. Essa é a terceira vez que o Itaú  anuncia repasse da redução da Selic a seus clientes logo após o corte.

Mais cedo, antes do anúncio do Copom, a Caixa Econômica Federal divulgou que irá reduzir as taxas para o financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE), que utilizam uma taxa pré-fixada mais a taxa referencial (TR).  A menor taxa passou de 7,5% ao ano mais TR para 6,75% ao ano e a maior: de 9,5% mais TR ao ano para 8,5% mais TR ao ano.

As tarifas menores valem para linhas de crédito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). O SFH é voltado para os financiamentos de imóveis de menor valor e tem parte das unidades financiadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O SFI é destinado a imóveis mais caros, sem cobertura do FGTS.

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Corte

O Copom anunciou nesta quarta que a Selic foi reduzida de 5,5% para 5% ao ano, terceira queda consecutiva Segundo o comitê, o corte foi feito pois o cenário da inflação está estabilizado e o avanço das reformas permitiu o ajuste. Ainda segundo o comunicado do Copom, deve haver continuação do ajustes da política monetária de igual magnitude”. A taxa de 5% é o menor patamar da história para a Selic. A aposta do mercado financeiro é que a Selic encerre o ano a 4,5%.

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