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IPTU, IPVA e material: como lidar com os gastos do começo do ano

O que fazer se não foi possível se planejar ao longo do ano para pagar essas contas à vista

Por Marina Monzillo - 20 dez 2017, 13h52

Todo ano a história se repete: o brasileiro chega em janeiro, depois de um período de muita celebração e diversão, de gastos com ceia, presentes e viagens, e dá de cara com contas de IPVA, IPTU, material escolar e uniforme das crianças. Para que a ressaca pós-festas não cause muita dor de cabeça, o remédio é preventivo: planejamento financeiro.

“Os impostos e as outras contas do início do ano, como as matrículas em cursos e as anuidades da OAB, do CRM e outros conselhos profissionais, não podem ser encarados como custos extras, porque são previsíveis. E quando há previsão, se faz provisão”, explica Henrique Lian, diretor da Proteste, que recorda a célebre frase de Benjamin Franklin: “Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos”.

O conselho é se preparar ao longo dos meses, inclusive criando uma aplicação específica para este fim. “Desta forma, é possível pagar à vista e obter os descontos, que chegam a vantajosos 10% em alguns municípios. Uma sugestão é guardar a restituição do imposto de renda nesse fundo dos impostos, por exemplo”, diz Lian.

Aqueles que não recebem restituição ou 13º salário, como trabalhadores informais e microempresários, precisam se organizar ainda mais. “O empresário é responsável por si próprio. Paga o próprio plano de saúde, previdência etc. Se não consegue se planejar para pagar os impostos pessoais, não está se saindo muito bem como empreendedor.”

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E quem não se preparou?

Se ao longo de 2017, você não conseguiu poupar, o caminho é maneirar nas despesas do Natal. E, se pagar à vista não for possível, parcelar o IPTU e IPVA não é o fim do mundo.  “Apesar de o Banco Central ter limitado a 30 dias os juros do rotativo do cartão de crédito, que depois são transformados em taxas mais vantajosas, esta ainda é a solução mais cara. Antes perder o desconto dos impostos do que cair na bola de neve do cartão por conta dos outros gastos”, indica Lian.

Outro alerta é para a parcela da população que se encaixa no perfil de superendividados, ou seja, tem mais de 30% da renda comprometida com o cheque especial: “Deixar de pagar IPTU pode parecer a melhor decisão a curto prazo, mas lembre-se de que a médio prazo, isso é perigoso. Uma execução fiscal virá com custos extras de juros e honorários advocatícios, e ainda se corre o risco de perder o bem”.

Como economizar no material escolar

O diretor da Proteste ressalta que, entre todas as despesas do começo do ano, é no material escolar que se encontra a possibilidade de economizar dinheiro devido à grande oscilação de preços. “Hoje em dia é possível cotar e comparar preços pela internet, poupando tempo, gasolina e estacionamento das visitas a diversas papelarias e livrarias.”

Outra dica é nunca levar as crianças às compras. “Elas costumam escolher materiais de personagens licenciados, que custam o dobro ou triplo, por conta do pagamento de royalties pelo uso da imagem”.

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