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Inadimplência de idosos é a que mais cresce

Pesquisa da Serasa Experian revela que em 34,3% dos brasileiros acima de 61 anos deixaram de pagar as contas de água, energia e gás em julho

Os idosos são os mais inadimplentes no pagamento de contas básicas, como luz, gás e água, segundo levantamento da Serasa Experian. De acordo com a pesquisa, a inadimplência de contas básica representa 34,3% das pendências financeiras dos maiores de 61 anos. Em outras faixas etárias, essas contas representam 19,4% dos débitos.

Segundo a Serasa Experian, a inadimplência entre os idosos foi a que mais cresceu nos últimos dois anos. Do total de pessoas no país com mais de 61 anos, 35,1% delas estavam com o orçamento no vermelho em julho de 2018 – uma evolução de 2,6 pontos porcentuais em relação a igual período de 2017. Em julho, 8,8 milhões de idosos deixaram de pagar em dia seus compromissos, um aumento de 10% em relação ao apurado no período correspondente do ano passado, quando 8 milhões estavam inadimplentes.

As pendências com bancos e cartões correspondem a 27,80% das contas em atraso dos idosos, seguida pelos débitos com  telefonia (10,70%), financeiras (9%) e varejo (7,40%). Nas outras faixas da população, as dívidas com bancos representam 28,5% dos débitos, seguida pela impontualidade no pagamento de contas básicas (19,40%), varejo (12,60%) e telefonia (11,60%).

De acordo com o levantamento, o valor do montante de contas em atraso entres os inadimplentes maiores de 61 anos atingiu 41,1 bilhões de reais em julho de 2018. Isso resulta em uma dívida média de 4.668 de reais por idoso.

Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, o aumento da inadimplência nessa faixa etária mostra que um número maior de aposentados ou pensionistas com mais de 61 anos passou a ajudar o orçamento de suas famílias, recorrendo a empréstimos consignados. Com o pagamento do empréstimo e redução da renda, o idoso acabou atrasando outras contas, como as de água e luz.

Quando se olha a localidade, São Paulo é onde se concentra o maior número de idosos inadimplentes, com 21,4%. O Rio de Janeiro é o segundo, com 12,2% e, logo depois, vem Minas Gerais com 9,9%.