Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Em julho, 59,4 milhões estavam inadimplentes, diz SPC Brasil

Número representa 39,3% da população brasileira e reflete as dificuldades das famílias pelo desemprego elevado, segundo instituições de análise de crédito

Por Da redação Atualizado em 9 ago 2017, 15h58 - Publicado em 9 ago 2017, 09h08

O volume de consumidores negativados no país fechou o mês de julho na casa dos 59,4 milhões de pessoas, aponta estimativa elaborada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), com base em dados de todos os participantes do setor de proteção ao crédito. Na comparação com o período equivalente de 2016, quando o número atingiu 58,9 milhões, houve crescimento de 0,84%.  Na avaliação ante junho deste ano, houve queda de 0,66%.

Os quase 60 milhões de negativados representam 39,3% da população brasileira com idade entre 18 e 95 anos, o que, segundo a SPC Brasil e a CNDL, reflete as dificuldades impostas às famílias pelo desemprego elevado. Ainda assim, o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, lembra que o cenário mais restritivo ao crédito e o menor apetite de consumo por parte das famílias ajuda a balancear as dificuldades do desemprego, “limitando o crescimento da inadimplência”.

“Assumindo que a economia e o consumo irão se recuperar de forma lenta e gradual, a estimativa deve permanecer ainda oscilando em torno dos 59 milhões de negativados ao longo dos próximos meses, sem mostrar um avanço expressivo”, avalia Pinheiro.

Perfil

Conforme os dados da SPC Brasil e CNDL, a faixa etária mais devedora, com 50,11%, é de consumidores entre 30 e 39 anos de idade. O porcentual corresponde a 17,1 milhões de pessoas. Na sequência aparecem pessoas entre 40 e 49 anos (47,55%), e consumidores de 25 a 29 anos (46,10%).

Continua após a publicidade

O Sudeste, maior mercado consumidor do Brasil, concentra a maior parte dos devedores negativados em termos absolutos, com 25,6 milhões de consumidores – o número corresponde a 39,06% da população adulta da região. Em seguida, aparece a região Nordeste, com 15,7 milhões; Sul, com 7,8 milhões; Norte, com 5,3 milhões; e Centro-Oeste, com 4,9 milhões de inadimplentes.

Dívidas

Em média, os devedores inadimplentes acumularam, em julho de 2017, pouco menos de duas dívidas por pessoa (1,976). O número é 5,53% menor do que as 2,067 dívidas por pessoa verificados no mesmo mês do ano passado.

As dívidas atrasadas com o comércio recuaram 7,4%, enquanto serviços de comunicação registraram queda de 6,35%. Pendências em atraso com fornecedores de água e luz tiveram retração de 4,2% e as dívidas bancárias caíram 3,15%.

O setor bancário é o credor com mais dívidas em atraso no país, com 48,87% do total. Outros setores com participação relevante são comércio (19,84%), o setor de comunicação (14,08%) e os segmentos de água e luz (7,89% das pendências).

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)