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Ibovespa renova recorde atingindo 154 mil pontos com crescimento de 28% em 2025

Alta reflete otimismo com balanços corporativos, estabilidade da Selic e maior entrada de capital estrangeiro em meio aos preparativos para a COP30

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 nov 2025, 11h00 • Atualizado em 6 nov 2025, 11h04
  • O Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira (6) em alta, alcançando um novo recorde de 154 000 pontos por volta das 11h. O avanço reflete o otimismo dos investidores diante dos preparativos para a COP30, que começa na próxima segunda-feira (10) em Belém (PA).

    Essa já é a 12ª sessão consecutiva de ganhos, em um dia de agenda intensa para o mercado corporativo. O avanço da bolsa brasileira já chega em 28% no ano de 2025. O foco recai sobre os resultados trimestrais de grandes companhias, com destaque para o balanço da Petrobras (PETR4), que será divulgado após o fechamento do mercado, e para a reação dos investidores à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), anunciada na noite anterior.

    O Copom manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, conforme amplamente esperado. No comunicado, o Banco Central reconheceu uma leve melhora nas expectativas de inflação, mas evitou sinalizar o início de um ciclo de cortes, movimento que ainda depende de maior confiança no controle fiscal. Apesar disso, o clima nos mercados internacionais é mais positivo nesta manhã com as bolsas americanas subindo e recuperando parte das perdas recentes do setor de tecnologia.

    Em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá início à recepção das delegações que participarão da conferência climática da ONU, evento que deve atrair atenção global para o Brasil nos próximos dias. No campo corporativo, o dia é de grande movimentação. Além da Petrobras, empresas como Cogna (COGN3), Fleury (FLRY3), Assaí (ASAI3), Caixa Seguridade (CXSE3), Lojas Renner (LREN3), Magazine Luiza (MGLU3), Suzano (SUZB3), Petrorecôncavo (RECV3) e SLC Agrícola (SLCE3) também divulgam seus números do terceiro trimestre.

    Entre os bancos, a maioria das ações opera em leve alta. Às 10h30, o Itaú (ITUB4) subia 0,22%, o Santander (SANB11) avançava 0,18% e o Bradesco (BBDC4) ganhava 0,16%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) registrava pequena queda de 0,13%.

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    Cenário internacional

    No cenário externo, o dólar opera em queda, cotado a 5,33 reais, refletindo o apetite dos investidores estrangeiros por ativos brasileiros após a decisão do Copom. Em Wall Street, o movimento é de leve alta: o Dow Jones Futuro sobe 0,02%, o S&P 500 Futuro ganha 0,04% e o Nasdaq Futuro avança 0,05%. Na véspera, antes do anúncio da taxa de juros, a moeda americana havia recuado 0,70%, encerrando o dia a 5,36 reais.

    Bruno Yamashita, Analista de Alocação e Inteligência da Avenue, a queda do dólar tem a ver com a decisão do Copom em manter a Selic a 15%. “Do lado do Brasil a gente teve um Copom que manteve a taxa de juros a 15% o que pode estar ajudando o real, principalmente por conta desse recuo no dólar frente a moeda brasileira”, explica Bruno. 

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