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Ibovespa recua após Trump ameaçar taxar países que comercializam com Irã

Principal índice da B3 acompanhou queda nas bolsas americanas, que operaram em movimento de aversão ao risco devido às tensões geopolíticas envolvendo EUA e Irã

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jan 2026, 18h39 •
  • O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão desta terça-feira, 13, em baixa de 0,72%, rondando os 161,9 mil pontos. O dólar, por sua vez, encerrou praticamente estável, cotado a 5,37 reais.

    No exterior, o destaque foi a divulgação do CPI (Índice de Preços ao Consumidor) nos Estados Unidos, que avançou 0,3% em dezembro na comparação com o mês anterior. Com isso, o ano de 2025 fechou com uma inflação anualizada de 2,7%, superando a meta de 2% estipulada pelo Fed, banco central americano. Os resultados vieram em linha com o esperado por economistas, o que contribuiu para que o dólar fosse negociado próximo às mínimas do dia, acompanhando o movimento de alívio em relação à política monetária do país.

    Na contramão da leitura positiva dos dados de inflação, o escalonamento das manifestações anti-regime no Irã ampliaram o movimento de aversão ao risco dos investidores. O presidente dos EUA, Donald Trump, informou na véspera que vai impor uma tarifa de 25% sobre todas as importações americanas vindas de países que comercializam com o Irã. Não houve um anúncio oficial da Casa Branca, mas a ameaça foi suficiente para elevar as incertezas e os preços do petróleo. O barril de petróleo brent encerrou o dia com avanço de 2,35%, cotado a 65,4 dólares. Em resposta, as ações da Petrobras (PETR4) tiveram alta de 2,57%.

    As bolsas americanas caíram também pela inédita pressão política exercida por Trump sobre o Fed, o que coloca em xeque a independência da autoridade monetária. “A investida política de Trump contra Jerome Powell tende a elevar a percepção de risco institucional nos EUA no curto prazo, enfraquecendo o dólar globalmente e aumentando a volatilidade nos mercados”, afirma Eduardo Amorim, especialista em investimentos da Manchester Investimentos. Segundo o especialista, o cenário próximo mais provável é de dólar volátil frente ao real, com viés mais neutro à frente, condicionado à evolução dos dados macroeconômicos e do ambiente global.

    No cenário doméstico, o IBGE divulgou os números relacionados ao setor de serviços, o “termômetro” do PIB. Em novembro, o volume de serviços mostrou variação negativa de 0,1% ante ao mês anterior, quebrando a sequência de nove resultados mensais positivos. No entanto, ficou 20% acima do nível pré-pandemia, o que ainda mantém o maior setor do PIB brasileiro em patamar elevado.

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    Entre as ações de maior peso no índice, os bancos operaram com desempenho negativo, acompanhando a queda do Ibovespa. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou as perdas, com baixa de 3,06%, seguido pelo Santander (SANB11), que recuou 1,38%. O Bradesco (BBDC4) caiu 1,14%, enquanto o Itaú (ITUB4) teve desvalorização de 0,81%.

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:

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