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Trump diz que vai taxar em 25% países que exportam para o Irã – incluindo o Brasil

Anúncio foi feito pelas redes sociais, sem mais detalhes. Brasil vende produtos agrícolas para o país do Oriente Médio

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 jan 2026, 19h19 • Atualizado em 12 jan 2026, 19h45
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou em uma publicação em suas redes sociais, na noite desta segunda-feira 12, que vai impor uma tarifa de 25% sobre todas as importações dos Estados Unidos vindas de países que comercializam com o Irã.

    “Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre toda e qualquer atividade comercial realizada com os Estados Unidos da América”, escreveu o republicano em seu perfil na rede Truth Social. “Esta ordem é final e definitiva”. Não há, contudo, um anúncio oficial da Casa Branca, tanto quanto mais detalhes a respeito de como ou quando a nova sanção passaria a valer.

    Se confirmado o anúncio nesses termos, o Brasil também deve ser atingido: embora seja um parceiro pequeno, o Irã compra cerca de 3 bilhões de dólares anualmente em produtos brasileiros, essencialmente itens primários do agronegócio.

    Em 2025, As exportações do Brasil para o Irã somaram 2,9 bilhões de dólares em 2025, apenas 0,8% de tudo o que Brasil vendeu para o resto do mundo no ano passado. Em 2025, as exportações totais do Brasil somaram 349 bilhões de dólares, maior valor já registrado. , de acordo com os dados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Restrita, a pauta para o Irã inclui apenas três produtos: milho, soja e açúcar.

    Já para os Estados Unidos, os embarques feitos pelo Brasil, e que passariam a pagar a nova taxa de 25% de Trump, são bem mais expressivos. Em 2025, mesmo tendo caído 6% com os efeitos do tarifaço, as exportações do Brasil para o país de Trump somaram 40,4 bilhões de reais, representando 11% do total. O país continua sendo o segundo principal destino das vendas brasileiras, atrás apenas da China.

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    Boa parte dos produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos, porém, já estão sob a tarifa de 50% imposta por Trump ao Brasil, uma das cobranças mais altas dentre todas distribuídas pelo presidente americano aos seus parceiros comerciais.

    Nas contas do Mdic, após os diversos recuos de Trump no tarifaço, o Brasil tem atualmente 22% de sua pauta exportadora para os EUA ainda pagando a tarifa de 50%. No pior momento, em agosto, essa proporção chegou a 37%. A conta considera a participação dos valores exportados dos itens taxados.

    Também de acordo com o governo, 51% das exportações brasileiras aos Estados Unidos hoje estão com a tarifa padrão de 10%, aplicada por Trump a todos os parceiros, ou está entre os produtos que os Estados Unidos mantiveram isentos, como o petróleo. Outros 27% estão enquadrados na chamada Seção 232, a ação de Trump que aplicou tarifas específicas para produtos selecionados, e iguais em todo o mundo. Automóveis, aviões e siderurgia são algumas das indústrias nessa cesta.

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