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Ibovespa fecha em alta de 0,37%, puxado por aprovação no comando do BC

Indícios de uma reforma da Previdência mais lenta do que o esperado seguram uma alta maior; dólar fecha quase estável

Por Da Redação - 26 fev 2019, 20h29

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,37% nesta terça-feira, 26, aos 97.602,50 pontos, influenciado pelas falas de Roberto Campos Neto no Senado, aprovado pela Casa para o cargo de presidente do Banco Central, e de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, sobre a velocidade de tramitação da Reforma da Previdência.

O dólar fechou quase estável, com pequena alta de 0,037%, cotado a 3,74 reais na venda.

Pouco após o final do pregão, o plenário do Senado aprovou o economista Roberto de Oliveira Campos Neto como novo presidente do Banco Central. Mais cedo, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) tinha feito o mesmo, após uma sabatina com ele.

A medida já era esperada pelo mercado, que, no entanto, ficou animado com as falas de Campos Neto sobre a economia brasileira na sabatina.

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“Ele está muito alinhado com o atual Banco Central, que o mercado gosta muito”, explica Pablo Spyer, analista da corretora Mirae.

Apesar de já ter sido divulgada, a reforma da Previdência continua influenciando o mercado. Na última segunda-feira, 25, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que a instalação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), porta de entrada dos projetos na Casa, deve ficar para depois do Carnaval. A fala segurou uma alta mais intensa nesta terça-feira.

“Parece que a PEC não deve ser aprovada tão rapidamente quanto o mercado gostaria. O mais importante para os investidores é a velocidade na aprovação da reforma. É óbvio que eles estavam curiosos para saber os termos da proposta, mas não é verdadeira prioridade”, analisa Spyer.

Outra notícia que movimentou o mercado nesta terça-feira, foi a aprovação do acordo entre a Embraer e a Boeing, durante uma assembleia geral extraordinária. Na reunião, 96,8% dos votos foram favoráveis à transação, que estabelecerá uma joint venture – empreendimento conjunto – composta pelas operações de aeronaves comerciais da Embraer.

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A aprovação é uma das últimas etapas antes da conclusão do negócio, que ainda precisa ter o aval de órgãos de defesa da concorrência de Brasil e Estados Unidos. Só depois dessas autorizações é que a parceria entrará em vigor. A previsão é que isso ocorra até o fim deste ano.

As ações ordinárias da empresa fecharam o pregão em alta de 1,55%.

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