Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Guido Mantega fala em novas medidas para ‘domar’ câmbio

País está pronto para adotar novas medidas para conter a alta do real, disse ele

Por Da Redação 10 jan 2011, 07h10

“Temos uma excelente relação com a China. Mas há alguns problemas”

Guido Mantega, ministro da Fazenda

O Brasil está pronto para adotar mais medidas para conter a alta do real, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no domingo. Mantega também alertou sobre a possibilidade de uma “guerra comercial” – segundo ele, isso acontecerá se os governos continuarem derrubando suas moedas para impulsionar as exportações. As declarações foram feitas em entrevista divulgada na noite de domingo pelo site do jornal britânico Financial Times.

“Essa guerra cambial está se transformando em uma guerra comercial”, afirmou o ministro. “Temos uma excelente relação comercial com a China. Mas existem alguns problemas, já que ela é um grande competidor em bens manufaturados. É claro que gostaríamos de ver uma valorização do yuan.” Mantega também disse que o governo vai mirar os mercados futuros para conter a alta do real. “Você pode esperar mais medidas nesse setor”, avisou.

Na semana passada, o Banco Central já tinha anunciado uma medida para tentar frear a queda do dólar no país. A autoridade monetária determinou que os bancos recolham ao BC, sob a forma de depósito compulsório, 60% sobre o valor da posição de câmbio vendida que exceder o menor dos seguintes valores: 3 bilhões de dólares ou o patrimônio de referência (PR). Esse depósito compulsório será recolhido em espécie e não será remunerado.

Dois dias antes, Mantega já havia anunciado que o governo usará o corte de gastos do Orçamento como instrumento para conter a valorização do real frente ao dólar. O corte de gastos, se de fato for realizado, abre espaço para que a equipe econômica reduza as taxas de juros. Com isso, a tendência é que menos dólares migrem para o país em busca de rendimentos maiores, o que interromperia o movimento de desvalorização da moeda americana no mercado interno.

Apesar das medidas adotadas pelo governo, os especialistas avaliam que nada será capaz de impedir a tendência de desvalorização da moeda americana. Para os economistas, o que deve mudar é só o ritmo da desvalorização do dólar, já que a alta do real seria irreversível. A moeda brasileira, que vem se apreciando graças a um movimento estrutural do mercado internacional de moedas, continuará com tendência de valorização ao longo do ano.

(Com agência Reuters)

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)