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Grécia parece pronta para concordar com exigência da Alemanha

Por Da Redação - 12 fev 2012, 09h05

Por Harry Papachristou e Matt Robinson

ATENAS, Fev (Reuters) – Legisladores gregos pareciam destinados a concordar com um acordo de resgate profundamente impopular no domingo para evitar o que o primeiro-ministro Lucas Papademos advertiu que seria “um caos econômico”, e a Alemanha exigiu de Atenas mudanças dramáticas para se manter na zona do euro.

O projeto de lei de austeridade estabelece 3,3 bilhões de euros (4,35 bilhões dólares) em cortes em pensão, remunerações e emprego como contrapartida para um pacote de resgate de 130 bilhões de euros da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional -o segundo da Grécia desde 2010.

A Grécia precisa dos fundos antes de 20 de março para atender o pagamento da dívida de 14,5 bilhões de euros e o projeto de lei suscitou a ira nas ruas e tumultos dentro do governo de coalizão.

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Dirigindo-se à nação na noite de sábado, Papademos advertiu que não apoiar o projeto de lei significaria “colocar o país em uma aventura desastrosa”.

“Isso criaria condições de descontrolado caos econômico e explosão social”, disse ele.

“O país seria arrastado para um vórtice de recessão, instabilidade, desemprego e prolongada miséria e isso, mais cedo ou mais tarde, tiraria o país da zona do euro”.

O Partido Comunista da Grécia acusou Papademos de “mentira e alarmismo”, mas a Alemanha aumentou a pressão, dizendo que a Europa necessita de ação, não de palavras.

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“As promessas da Grécia já não são suficientes para nós”, disse o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, em uma entrevista publicada neste domingo no jornal Welt am Sonntag.

Pesquisas de opinião na Alemanha mostram que a maioria dos alemães estão dispostos a ajudar, disse Schaeuble, “mas é importante dizer que isso não pode ser um poço sem fundo”.

“É por isso que os gregos tem que finalmente fechar o poço. Assim poderemos colocar alguma coisa lá. Ao menos, as pessoas estão começando a perceber que não irá funcionar com um poço sem fundo”, disse.

“A Grécia precisa fazer o seu próprio dever de casa para se tornar competitiva -independentemente se isso acontece em conjunto com um novo programa de resgate ou por outra rota que nós realmente não queremos tomar”.

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Quando perguntado sobre se esta outra “rota” significaria em a Grécia deixar a zona do euro, Schaeuble disse: “Isso está totalmente nas mãos dos gregos. Mas mesmo nesse caso (da Grécia deixando a zona do Euro), o que praticamente ninguém acredita que irá acontecer, eles continuarão sendo parte da Europa”.

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