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Grécia: coalizão não chega a acordo e volta a se reunir na segunda

Por Aris Messinis - 5 fev 2012, 17h10

Os chefes dos três partidos da coalizão governamental na Grécia não chegaram a um acordo, neste domingo, com a ‘troika’ sobre as reformas exigidas em troca de uma nova ajuda ao país, de forma que as negociações serão retomadas na segunda-feira, informaram dois líderes partidários.

A ‘troika’ (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) “pede ainda mais austeridade, que o país é incapaz de suportar”, declarou o líder da Nova Democracia (direita), Antonis Samaras, ao sair de uma reunião na casa do premier grego.

O líder da extrema direita, Georges Karatzaferis, afirmou que ele “não quer contribuir com a explosão de uma revolução” aceitando medidas que, segundo a imprensa, implicarão um corte de 20% do salário mínimo mensal, atualmente de 750 euros.

Os líderes dos três partidos da coalizão governamental celebraram uma reunião na residência do primeiro-ministro, Lucas Papademos, que pede que eles assumam um compromisso público de aplicar as reformas impopulares exigidas pelos credores em troca de mais ajuda.

Pede-se a Giorgos Papandreou, Antonis Samaras e Georges Karatzaferis, respectivamente líderes do Partido Socialista, da Nova Democracia (direita) e do Laos (ultradireita) que salvem suas objeções às novas medidas de austeridade solicitadas pelos credores, apesar de que as já aplicadas não fizeram mais do que acentuar a recessão no país.

O governo grego negocia há semanas um programa de ajuste estrutural em troca de um empréstimo de pelo menos 130 bilhões de euros, que se somariam aos 110 bilhões de euros acertados em maio de 2010 para evitar a bancarrota do país.

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