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Governo Lula completa três anos com as contas no vermelho e só cumpre meta com ajuda de exceções

Déficit cresceu 12% em 2025 e chegou a R$ 61 bilhões, ou 0,48%. Meta permitia déficit de até 0,25%

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jan 2026, 11h53 • Atualizado em 29 jan 2026, 12h02
  • O governo central, que reúne o Tesouro Nacional, Banco Central e a Previdência Social, terminou 2025 com as contas mais uma vez no vermelho. O déficit primário, que mede em quanto as despesas ultrapassaram as receitas do ano, cresceu 12% em relação a 2024, já descontada a inflação, e somou 61,7 bilhões de reais, o equivalente a 0,48% do PIB.

    A meta estipulada para o ano era de deixar esse déficit em zero, com uma tolerância de até 0,25% do PIB para mais ou para menos. Caso o governo entre o resultado do ano fora dessa banda, fica submetido a sanções que implicam em regras mais duras para os gastos no ano seguinte. Embora o resultado de 2025 tenha estourado o limite inferior, a meta de déficit de até 0,25% foi formalmente cumprida graças a despesas que não foram consideradas na conta.

    Essas exceções respondem por 48,7 bilhões de reais dos 61,7 bilhões totais. Sem elas, o déficit fica reduzido a 13 bilhões de reais, ou 0,1%, e a banda exigida fica formalmente cumprida. As exceções incluem 41,2 bilhões do pagamento extraordinário de precatórios atrasados, conforme negociado no início do governo, os ressarcimentos aos aposentados que tiveram descontos indevidos em fraude revelada no INSS (2,8 bilhões de reais), despesas temporários com saúde e educação (2,2 bilhões de reais) e gastos adicionais com defesa nacional (2,5 bilhões de reais).

    Com o resultado, Lula completa os seus três anos de mandato até aqui com as contas no vermelho, e o pais inteira o seu 11o ano deficitário dos últimos doze: desde 2014 as contas públicas federais ficam no negativo. A única exceção foi em 2022.

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