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FOCUS-Mercado prevê queda maior da Selic neste ano

Por Da Redação
12 mar 2012, 10h28

SÃO PAULO, 12 Mar (Reuters) – Poucos dias depois de o Comitê de Política Monetária do Banco Central ter feito um corte mais forte da taxa básica de juro, o mercado financeiro diminuiu suas previsões para a taxa Selic neste ano e em 2013, mostrou o relatório Focus do BC nesta segunda-feira.

O mercado estima que a Selic cairá para 9,50 por cento em abril e para 9 por cento em maio, permanecendo nesse patamar até o fim do ano. A previsão anterior era de Selic em 9,50 por cento no fim do ano. Para 2013, a previsão é que a taxa terminará o ano em 10 por cento, ante 10,50 por cento no relatório da semana passada.

Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic em 0,75 ponto percentual, para 9,75 por cento ao ano. O ciclo de queda, iniciado em agosto, vinha contemplando cortes de 0,5 ponto.

Uma pesquisa da Reuters mostrou que o corte de juros da última quarta-feira, o maior em quase três anos, deve ser seguido de uma redução semelhante no mês que vem, para 9 por cento ao ano. Analistas ouvidos pela Reuters também cortaram a projeção para o patamar da Selic no final do ano, para 8,5 por cento, de acordo com a mediana das projeções.

No Focus, a previsão do ritmo de alterações da Selic mudou em relação ao relatório anterior. O mercado prevê o início de um novo ciclo de elevação da Selic em janeiro, para 9,50 por cento, com mais duas elevações de 0,25 ponto percentual em maio e junho do ano que vem, recolocando a taxa em dois dígitos, nos 10 por cento ao ano, até o fim de 2013.

A previsão anterior era que a Selic começaria a subir novamente em março do ano que vem, chegando a 10,50 por cento em julho.

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INFLAÇÃO E CÂMBIO

As projeções de inflação para este ano subiram. Os agentes preveem que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche 2012 em 5,27 por cento, ante 5,24 por cento no relatório anterior. O prognóstico para 2013 subiu para 5,50 por cento, ante 5,20 por cento. A projeção para o IPCA em 12 meses subiu a 5,36 por cento, após 5,31 por cento no último Focus. Na mediana do Top 5, a previsão para o IPCA de 2012 é de 5,30 por cento, ante 5,19 por cento no relatório anterior.

Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA subiu 0,45 por cento em fevereiro, o menor nível em cinco anos, após alta de 0,56 por cento em janeiro. No acumulado de 12 meses, o IPCA avançou 5,85 por cento no mês passado, ante uma alta acumulada de 6,22 por cento em janeiro.

Em pesquisa da Reuters, a previsão é que IPCA terminará o ano com alta de 5,3 por cento. A meta do governo é de uma inflação de 4,5 por cento, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos. A previsão mais recente do BC é de que o IPCA suba 4,7 por cento.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) projetado no relatório Focus desta semana é de 3,30 por cento neste ano, mesma previsão do relatório anterior. Para 2013, a estimativa subiu a 4,20 por cento, ante 4,15 por cento. No ano passado, o PIB teve expansão de 2,7 por cento.

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A estimativa para a taxa de câmbio no fim de 2012 foi mantida em 1,75 real por dólar.

A taxa de câmbio tem recebido grande atenção por parte do governo brasileiro, que quer evitar uma valorização excessiva do real, por meio de intervenções do Banco Central no mercado cambial e limitações para o financiamento à exportação.

Na quinta-feira, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, indicou que o órgão pode ir a mercado para adquirir mais 7,5 bilhões de dólares e quitar a dívida externa com vencimento até 2015 ou ainda mais adiante.

Decreto publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União elevou para cinco anos o prazo dos empréstimos externos das empresas com incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6 por cento, em mais uma tentativa de conter a entrada de dólares no Brasil.

(Por Hélio Barboza)

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