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Flávio Bolsonaro quer acabar com split payment da reforma tributária se eleito

Mecanismo tenta combater sonegação e prevê pagamento imediato de impostos; informação foi dada pela economista da campanha do PL

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 out 2026, 15h17 | Atualizado em 7 out 2026, 15h57
Flávio Bolsonaro quer acabar com split payment da reforma tributária se eleito Priorize VEJA no Google

Criticada mais de uma ver por Flávio Bolsonaro ao longo da campanha, a reforma tributária pode sofrer mudanças caso o senador seja eleito presidente. A reforma, que foi aprovada em 2023 por meio de uma emenda à Constituição, foi um dos fatores que o candidato do PL explicou, nesta quarta-feira, 7, que quer rever quando se referiu a “mudanças na Constituição para redemocratizar o país”, na terça. Falando a jornalistas, o candidato, porém, não deu detalhes.

De acordo com Daniella Marques, a chefe da equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, o candidato vai tentar acabar com o split payment, o novo formato de pagamento criado pela reforma que faz os desconto dos tributos na hora dos pagamentos pelas empresas e mira reduzir a sonegação. A ex-assessora de Paulo Guedes comentou o tema em uma entrevista ao jornalista Claudio Dantas, na tarde da terça-feira.

Questionada se iria acabar com o split payment, ela afirmou: “claro que sim”. “Eu vou homenagear Carlos Bolsonaro e Adolfo Sacshida, que já pautaram esse governo, e foram muito vocais, foram implacáveis contra o ‘split payment’, que simplesmente asfixia o capital de giro do pequeno, que já está asfixiado”, disse Marques, citando o irmão de Flávio recém-eleito senador e o ex-secretário do ministro Paulo Guedes que também integra a atual campanha à presidência do PL.

“Ele além de taxar, de aumentar o IOF, ele foi lá e tira o último fôlego do cara, que é um capital de giro entre ele vender, receber, porque recebe no cartão, ele já vai taxar na frente”, disse Marques ao explicar a lógica do split payment.

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A reforma tributária reformula e simplifica a cobrança de impostos sobre o consumo no Brasil, caso do PIS, Cofins, IPI, ICMS e o ISS. Ela entrará em vigor de maneira gradual a partir de 2027, fazendo a transição dos impostos antigos para os novos até 2032.

O split payment é um mecanismo criado por ela que prevê fazer o desconto dos tributos, que são pagos pelas empresas em suas transações com fornecedores e compradores, na hora da transação. Com isso, o recolhimento é feito de maneira imediata e vai diretamente para o Fisco. Atualmente, os impostos devem ser pagos pelas empresas depois da venda, por meio de guias de recolhimento.

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De acordo com os especialistas, será uma maneira de aumentar a rastreabilidade e também bloquear mecanismos de sonegação. Por outro lado, tributaristas e entidades empresariais alertam para o fato de que pode mudar substancialmente os fluxo de caixa, já que se trata de um dinheiro que ficava na conta da empresa por um tempo antes de seguir para o Fisco.

 

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