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Facebook é acusado de discriminar mulheres em anúncios de emprego

A rede social permite que os anunciantes escolham determinados filtros, como o sexo - dessa forma, empregadores publicaram vagas apenas para homens

União Americana pelas Liberdades Civis (UCLA, na sigla em inglês) protocolou uma ação contra o Facebook por supostamente discriminar mulheres ao permitir o direcionamento de vagas de emprego baseado no gênero. 

Segundo o documento, as vagas eram para construção, programação de software e transporte. Ao todo, 10 empresas são acusadas de filtrar seus anúncios para impedir que mulheres os vissem.

Uma das propagandas, por exemplo, era direcionada para homens com idade entre 25 e 35 anos e que morassem na cidade americana da Filadélfia. O Facebook permite que os anunciantes escolham determinados filtros, mas, procurado por VEJA, a rede social afirmou que o uso discriminatório da ferramenta é proibido pelos seus termos de uso.

Todos os anúncios são analisados pela rede social antes de serem veiculados, mas ainda assim foram liberados.

A UCLA alega que o filtro viola leis federais, estaduais e locais que proíbem a discriminação em anúncios de emprego.

“O Facebook exige que cada um de seus usuários identifique seu gênero ao abrir uma conta. Em troca, por meio de sua plataforma de publicidade, permite, incentiva e ajuda os empregadores a segmentar anúncios e recrutamento com base no sexo do usuário”, afirmou a organização na ação.

Um porta-voz do Facebook ainda afirmou à VEJA que a rede social está analisando a alegação. “Não há lugar para discriminação no Facebook. É estritamente proibido em nossas políticas e, ao longo do último ano, fortalecemos nossos sistemas para prevenir o mau uso das nossas ferramentas, iremos defender nossas práticas”.