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Estádios terão 100% de internet rápida somente após os jogos

Até esta segunda-feira, apenas Brasília e Fortaleza estavam em nível "verde" de instalação de antenas, de acordo com o Sinditelebrasil, órgão que representa as empresas de telecomunicações

Por Da Redação 11 jun 2013, 19h56

A instalação das redes de telefonia e internet móvel nos seis estádios da Copa das Confederações só será concluída uma ou duas semanas após a realização do evento. De acordo com dados divulgados na tarde desta terça-feira pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), nenhum dos estádios conseguirá instalar todas as antenas previstas antes do início dos jogos. De cerca de mil transmissores projetados, apenas 767 foram instalados.

Até esta segunda-feira, apenas Brasília (85%) e Fortaleza (77%) estavam em nível “verde” de instalação de antenas, considerado o adequado pelo órgão que representa as empresas de telecomunicações. No sinal “amarelo”, que significa alerta para o Sinditelebrasil, estavam Salvador (71%), Belo Horizonte (70%), Rio de Janeiro (68%) e Recife (57%).

Segundo o diretor executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy, o restante das antenas só poderá ser instalado após a Copa das Confederações. “Alguns itens serão aperfeiçoados uma ou duas semanas depois dos jogos”, disse. “Em alguns pontos dos estádios, poderá haver alguma dificuldade para o usuário em determinados momentos se muitas pessoas ligarem ao mesmo tempo. Mas o que está instalado é capaz de atender à demanda”, acrescentou.

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As empresas pediram 160 dias para instalar a infraestrutura, mas só tiveram, em média, dois meses para o trabalho. “No Rio de Janeiro, tivemos apenas 47 dias”, informou o diretor. “Como nem todas as obras dos estádios foram concluídas, encontramos salas com vazamento de água, falta de energia elétrica e tivemos dificuldades até mesmo em passar os cabos de fibras ópticas”, completou.

Em Brasília, onde será o jogo de abertura da competição no sábado, os testes e ajustes sistêmicos dos equipamentos só serão feitos nesta quarta. Apesar de o estádio da capital federal ter capacidade de público de 71 mil pessoas, o sistema suportará no máximo 12 mil comunicações simultâneas de 3G. No Maracanã (85 mil lugares), o sistema suportará 14 mil conexões simultâneas de 3G. “Nenhum sistema do mundo é projetado para que todas as pessoas utilizem ao mesmo tempo. Suportar 14 mil pessoas falando ou utilizando a internet ao mesmo tempo é um projeto robusto”, alegou Levy.

Investimentos – As operadoras de telefonia investiram 110 milhões de reais na instalação da infraestrutura interna de comunicações dos seis estádios da Copa das Confederações, numa média de 18 milhões de reais em cada. Um consórcio foi firmado com Claro, Oi, Nextel, TIM e Vivo para que os seis estádios pudessem ter cobertura em 2G, 3G e 4G. As antenas instaladas nas arquibancadas, camarotes, vestiários, corredores, praças de acesso e estacionamentos vão direcionar o sinal para um equipamento único que fará a conexão com as redes de cada operadora.

“É uma infraestrutura exclusiva para os estádios. Serão instaladas mais de mil antenas nesses seis estádios”, disse Levy. “Estamos colocando o máximo possível de capacidade de tráfego de voz e dados nesses locais.” De acordo com a entidade, a mesma configuração de infraestrutura foi utilizada nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano passado.

(com Estadão Conteúdo)

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