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Entidades de turismo querem isenção de vistos para estrangeiros

Elas também pedem liberação de capital estrangeiro em até 100% nas aéreas e transformação da Embratur em agência com recurso de contribuições sociais

Por Da redação 21 fev 2017, 10h49

A indústria do turismo viveu uma verdadeira “guerra de cartas” um dia antes da reunião que vai avaliar medidas para mudar a estrutura do setor no Brasil. Entidades e empresas do turismo divulgaram cartas nesta segunda-feira em defesa da isenção de vistos para estrangeiros de quatro países, liberação de 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas e transformação da Embratur em agência com recurso de contribuições sociais.

Os textos foram uma resposta às críticas de outros segmentos às propostas do Ministério do Turismo.

Nos últimos meses, a pasta tem liderado campanha no governo para a adoção de mudanças na legislação para abrir o setor brasileiro. O pacote é baseado em três medidas polêmicas: isentar turistas dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália de vistos para entrar no Brasil; liberar o capital estrangeiro em até 100% nas aéreas e transformar a Embratur em agência com parte do dinheiro que hoje financia entidades como o Sebrae.

As medidas serão analisadas nesta terça-feira, em reunião com os ministros da Fazenda, Planejamento, Turismo, Relações Exteriores e Casa Civil.

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“São medidas simples que dependem apenas de vontade política e têm grande impacto no setor”, cita uma das cartas do setor de turismo assinada por 28 entidades. Segundo o texto, a adoção das medidas propostas poderia injetar até 1,4 bilhão de reais na economia nacional.

O presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, prevê que se o plano for adotado integralmente, o Brasil pode chegar a 2022 com 12 milhões de turistas estrangeiros, que gerariam uma receita de 19 bilhões de dólares. “Não podemos perder no turismo”, disse.

As duas cartas que defendem as medidas foram divulgadas horas depois de as mesmas medidas serem duramente criticadas por dois outros textos. O setor industrial e parte da diplomacia se manifestaram contra.

“Nenhum país do porte e da expressão política do Brasil adota a dispensa unilateral de vistos de turista, medida que implica tratamento assimétrico a seus nacionais”, explica a carta do Itamaraty.

(Com Estadão Conteúdo)

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