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Energia elétrica deve subir, em média, 38,3% em 2015

Conta está dentro dos preços administrados, controlados pelo governo, que devem subir 10,7% neste ano

Na ata da sua última reunião, na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, destacou que a inflação tende a permanecer elevada em 2015, retirando do texto a avaliação de que os preços entrariam em “longo período de declínio” ainda este ano. As estimativas para este ano pioraram especialmente pela revisão da previsão para os preços administrados, incluindo de energia elétrica.

Nas análises do BC, o conjunto de preços administrados, aqueles controlados pelo governo, deve subir 10,7% este ano – a estimativa anterior apontava para alta de 9,3%.

Entre outros fatores, essa projeção considera a projeção de aumento de 38,3% nos preços da energia elétrica, devido, em grande parte, ao repasse às tarifas do custo de operações de financiamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), contratadas em 2014. O preço da gasolina também deve subir 8% no ano todo, refletindo a incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e do PIS/Cofins. Para o gás de bujão é esperado um aumento de 3,2% no preço. Mas, por outro lado, as tarifas de telefonia fixa devem cair 4,1%, nas projeções do BC.

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“Os itens para os quais se dispõe de mais informações foram projetados individualmente e, para os demais, as projeções se baseiam em modelos de determinação endógena de preços administrados, que consideram, entre outras variáveis, componentes sazonais, inflação de preços livres e inflação medida pelo Índice Geral de Preços (IGP)”, explica o BC.

Com base nisso, projeta-se, para o conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados, variação de 5,2% em 2016, ante 5,1% considerados na reunião do Comitê de janeiro.