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Em um ano, botijão de gás sobe 27% em São Paulo

Segundo Dieese, em junho deste ano, o valor do botijão correspondia a 3,23% da renda de uma família de baixa renda da capital paulista

Pesquisa divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) aponta que o preço do botijão de gás de 13 quilos aumentou 26,91% na capital paulista entre junho de 2017 e o mesmo mês deste ano. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (26).

Na pesquisa por municípios, em junho deste ano, o valor do botijão correspondia a 3,23% da renda de uma família de baixa renda da capital paulista. Na média geral, o peso no rendimento foi de 1,46%.

No recorte por estado, o preço do gás pesou mais no orçamento das famílias mais pobres que viviam no Maranhão — comprometendo 59% do rendimento —,  Acre (51,1%) e Sergipe (50,7%). Os menores percentuais foram registrados em São Paulo (10,8%), Distrito Federal (10,1%) e Santa Catarina (8,9%).

Além disso, das cerca de 13,7 milhões de famílias brasileiras participantes do programa Bolsa Família, que recebem benefício médio de 178,04 reais, o botijão compromete 40% da renda.

A pesquisa aponta também a importação brasileira de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) para consumo interno saltou de 24% em junho de 2017 para 40% no mesmo mês deste ano.

“A atual direção da Petrobras, uma estatal, que pertence ao estado brasileiro, optou por uma rota que vai na contramão daquilo que é feito por muitas empresas estrangeiras produtoras de petróleo. Além disso, importa algo que o país produzia e pode produzir, contribuindo para gerar empregos em outros países e desemprego no Brasil”, conclui o Dieese.