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Em Davos, empresários confirmam avanço da América Latina

Para eles, houve uma mudança na balança de poder e Brasil pode ser favorecido pela Copa do Mundo (de 2014) e os Jogos Olímpicos (2016)

Por Da Redação - 26 jan 2011, 16h41

Consciente dessas mudanças, o fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, tinha afirmado antes do início do evento que “um dos fatores mais importantes da nova realidade é o movimento de poder geopolítico e geoeconômico do norte para o sul e de leste a oeste”

A elite empresarial do Fórum Econômico Mundial de Davos constatou nesta quarta-feira o avanço da América Latina na nova ordem mundial, em meio à migração do poder das potências tradicionais do Ocidente para as economias emergentes do Sul e do Leste.

“Esta é a década da América Latina, com o Brasil organizando a Copa do Mundo (de 2014) e os Jogos Olímpicos (2016). E na Ásia, não se trata apenas de Índia e China, mas também de lugares como Paquistão, Bangladesh, Tailândia”, disse o diretor-executivo da WPP, o segundo maior grupo de publicidade do mundo, Martin Sorrell, em um dos painéis de debate de Davos. No mesmo sentido, o presidente do Citibank, William Rhodes, afirmou estar “otimista” sobre a situação econômica da América Latina, região a qual qualificou “sem dúvidas” como o mercado emergente da década, juntamente à Ásia. “O que estamos vendo é uma desaceleração no mundo ocidental e o crescimento dos mercados emergentes. É uma mudança completa na balança do poder”, assegurou, por sua vez, o presidente da companhia indiana de informática Wipro, Azim Premji.

Entre os empresários latino-americanos, o sentimento é o mesmo, como deixou claro o presidente do grupo argentino Corporación IMPSA, Enrique Pescarmona. “A América Latina fez as coisas direito e agora as pessoas começam a se dar conta disso. Creio que nós teremos dez anos muito bons na América Latina, os quais temos que aproveitar. E vamos aproveitar”, explicou Pescarmona.

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Perspectiva de crescimento – O Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentou na terça-feira algumas previsões revisadas para cima do crescimento mundial e para a América Latina em 2011, da qual espera uma expansão de 4,3%, frente a 4% de sua projeção anterior, feita em outubro.

Consciente dessas mudanças, o fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, tinha afirmado antes do início do evento que “um dos fatores mais importantes da nova realidade é o movimento de poder geopolítico e geoeconômico do norte para o sul e de leste a oeste”. “Isso não tem apenas consequências políticas e econômicas. Acredito que o mundo atravessará várias ondas fortes de adaptação”, completou Schwab. A presença crescente de líderes políticos e econômicos, além de empresários, de China, Índia e Brasil confirma essa tendência.

Em meio aos diversos sinais sobre o avanço latino-americano, um estudo divulgado em Davos dos grupos de logística Agility e Transport Intelligence afirma que três países da região – Brasil, México e Chile – estão entre os dez mercados emergentes mais atrativos do mundo para investimentos no setor de logística. O Brasil ocupa o terceiro lugar nesta lista, atrás de China e Índia, enquanto o México está em sétimo lugar e o Chile em nono, segundo o relatório “Olhando além dos BRIC: novas estrelas do amanhã”.

Investidor estrangeiro – A entrada de recursos externos no país, de fato, tem dado provas de forte crescimento. Ontem, o Banco Central (BC) divulgou volume recorde de 48,4 bilhões de dólares em Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) – voltado para o setor produtivo. O total superou as estimativas e foi suficiente para cobrir o déficit em conta corrente de 2010 (relações do país com o exterior) de 47,52 bilhões de dólares – valor recorde para a série histórica do BC iniciada em 1947.

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Estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou o Brasil como o sexto maior destino de recursos no mundo em 2010 – sua melhor posição no ranking – acima de Reino Unido e Alemanha. O país também apresenta a taxa de expansão mais elevada entre as maiores economias. Veja abaixo o ranking das 10 maiores economias que mais atraem investimentos externos:

1 – Estados Unidos

2 – China

3 – Hong Kong

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4 – França

5 – Bélgica

6 – Brasil

7 – Reino Unido

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8 – Rússia

9 – Cingapura

10 – Alemanha

(Com AFP)

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