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Dona da Sadia e Perdigão é condenada a pagar R$ 1 mi por trabalho degradante

Empresa terceirizada da BRF teria submetido funcionários do Paraná a jornadas excessivas de trabalho, condições precárias de alojamento e água contaminada

Por Da Redação 28 ago 2014, 10h16

A BRF, controladora da Sadia e Perdigão, foi condenada a pagar uma indenização de 1 milhão de reais por submeter funcionários da Fazenda Jaraguá, em Iporã (PR), a condições de trabalho degradantes. “Os problemas iam desde jornada excessiva e condições precárias dos alojamentos, até a contaminação água fornecida aos trabalhadores para consumo”, disse em nota o Ministério Público do Trabalho no Paraná.

Segundo o Ministério Público, a BRF alegou que as condições degradantes de trabalho eram de responsabilidade da prestadora de serviços SLS Reflorestadora. Mas a Justiça entendeu que a companhia deveria ser condenada, uma vez que também é responsável por garantir um ambiente saudável de trabalho. A BRF será obrigada a pagar a indenização e a cumprir medidas para assegurar a saúde, higiene e a segurança de seus funcionários. A empresa recorreu da decisão e aguarda julgamento de recurso.

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Defesa – A BRF afirmou que as acusações foram feitas contra a SLS Reflorestadora, portanto a decisão do Ministério Público deveria incorrer sobre a prestadora de serviços. “Conforme consta de documentos públicos, a prestadora de serviços firmou Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho, obrigando-se a não incorrer em tais práticas”, informou em nota a BRF. A companhia garante que “não praticou de qualquer ato regular.”

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