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Dólar sobe mais de 2% e chega a atingir R$ 3,58

Moedas de países emergentes caíam e impulsionavam a americana

Por Da Redação - 3 maio 2016, 10h50

Na manhã desta terça-feira, o dólar subia mais de 2% e chegou a atingir 3,58 reais, após o meio-dia, acompanhando o cenário externo, marcado por aversão a risco após dados ruins da China. Às 15h, o dólar avançava 2,04%, a 3,56 reais na venda.

A aversão ao risco refletia os dados da atividade industrial da China, que encolheu pelo 14º mês seguido em abril. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Caixin/Markit recuou para 49,4 na segunda maior economia do mundo. A expectativa do mercado era de 49,9. O dólar também subia nesta sessão em relação a moedas de países como o México e Chile.

No mercado local, a atuação do Banco Central também influenciava a cotação. Nesta manhã, o BC vendeu 9.800 swaps cambiais reversos, equivalentes à compra futura de dólares. Na véspera, a autoridade monetária ofertou e vendeu integralmente 40.000 swaps reversos.

Nos dois pregões anteriores, o BC havia voltado a atuar com mais força no mercado de câmbio após o dólar ir abaixo de 3,45 reais. Para muitos especialistas, a autoridade monetária não quer a moeda abaixo de 3,50 reais para não prejudicar as exportações e, assim, as contas externas do país.

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A cena política seguia no radar dos investidores. Na véspera, Henrique Meirelles, ex-presidente do BC e já indicado para comandar o Ministério da Fazenda em um eventual governo de Michel Temer, disse que é preciso reverter a trajetória da dívida pública e ter claro o que é preciso fazer para o país sair do atual ciclo econômico negativo.

Na próxima semana, o Senado vota o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff.

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Bovespa – No mercado de ações, também por das 15h, a Bovespa caía 1,85%, aos 52.569 pontos. A queda é puxada pela aversão ao risco que predomina no exterior, após a decepção com a atividade industrial da China, que traz preocupações sobre a segunda maior economia do mundo. Também pesa a queda do preço de commodities, como o minério de ferro e petróleo, que afetam, respectivamente, os papéis de Vale e Petrobras.

(Com agência Reuters)

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