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Dólar sobe com dados do varejo dos EUA e bate R$ 2,30

Moeda norte-americana também é influenciada pelo diretor do BC, Carlos Hamilton, que disse que o mercado testa novos níveis de câmbio

O dólar à vista renovou as máximas ante o real refletindo cautela após a divulgação das vendas no varejo nos Estados Unidos em julho. O índice deixa sinais mistos sobre o período em que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) poderia inicar a retirada dos estímulos monetários. Por volta de 12h30, a moeda norte-americana subia 0,91%, cotada a 2,3070 reais na venda.

As vendas no varejo nos EUA subiram pelo quarto mês consecutivo, mas em ritmo lento, com alta de 0,2% em julho ante aumento de 0,6% em julho, ficando levemente abaixo da expectativa de alta, de 0,3%.

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Além disso, segundo um operador de câmbio, a fala do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, ainda ecoa no mercado. “Hamilton disse que o BC não tem compromisso com o câmbio e acho que isso pode ter deixado o mercado mais corajoso para testar novos níveis”, disse. O diretor fez o discurso na segunda, em evento em Belém.

Na segunda-feira, o dólar subiu no meio da tarde e fechou em alta de 0,66%, a 2,2870 reais, após a fala de Hamilton, que também disse que o instrumento mais apropriado para lidar com a inflação é a taxa de juros. Ele afirmou ainda que a inflação de julho foi um ponto fora da curva e que, a partir de agosto, o IPCA mensal vai voltar a acelerar.

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(com Estadão Conteúdo)