Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Dólar cai 0,65%, a R$ 4,02, em dia de poucas oscilações

Durante a semana, moeda americana acumulou alta de 0,83%

O dólar fechou em queda nesta sexta-feira ao fim de uma sessão marcada por oscilações pequenas, com investidores dando um respiro após a forte volatilidade dos últimos dias. A moeda americana recuou 0,65%, a 4,02 reais, após fechar com alta ou queda sempre superior a 1% nas três sessões anteriores. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,83%.

“O mercado estava muito agitado nesta semana e agora precisa diminuir a marcha um pouco, recarregar as energias”, disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

Os preços do petróleo retomavam a queda nesta sessão. Preocupações com a sobreoferta global da commodity vêm alimentando o pessimismo nos mercados e reduzindo a demanda por ativos mais arriscados, como o real.

No Brasil, os altos e baixos são encorpados também por preocupações com a possibilidade de o governo recorrer ao afrouxamento fiscal para combater a fraqueza na economia. O governo anunciou nesta sexta cortes de 23,4 bilhões de reais no Orçamento, mas propôs flexibilizar a meta de resultado primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de forma a permitir déficit de 60,2 bilhões de reais.

Leia mais:

Governo anuncia corte de R$ 23,4 bi no Orçamento de 2016

“Nossa impressão inicial é de que isso parece algo bastante marginal. Certamente está bem aquém das medidas necessárias para estabilizar as finanças públicas do Brasil”, escreveu o economista-chefe para mercados emergentes da consultoria Capital Economics, Neil Shearing, em relatório.

Ainda assim, o BTG Pactual revisou para baixo suas estimativas para o dólar, projetando que a moeda americana deve encerrar o ano a 4,15 reais e recuar a 4,10 reais no ano que vem, refletindo as menores expectativas para os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. As estimativas anteriores eram de 4,35 reais nos dois anos.

A dívida americana vem sendo afetada por expectativas de que o Federal Reserve, o banco central dos EUA, evite elevar os juros em meio às turbulências econômicas globais.

(Com Reuters)