Dívida pública sobe a 79% do PIB em novembro e volta ao nível do pós-pandemia
Endividamento chegou à marca dos R$ 10 trilhões e registrou a maior proporção em relação ao tamanho da economia desde novembro de 2021
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) continuou em rota de aumento e atingiu os 10 trilhões de reais em novembro, valor equivalente a 79% do produto interno bruto (PIB), de acordo com as estatísticas fiscais mensais divulgadas nesta terça-feira, 30, pelo Banco Central. Só durante a pandemia, em 2020 e 2021, o endividamento público havia atingido níveis tão altos. A última vez em que a dívida bruta brasileira havia passado dos 79% do PIB tinha sido em novembro de 2021. No pior momento, em outubro de 2020, ela chegou a 87,6%, inflada pelo pacote bilionário de socorro às famílias e empresas feito pelo governo naquele ano.
Os números do da dívida pública calculada pelo Banco Central compreendem as contas do governo federal, do INSS e dos governos estaduais e municipais. Um mês antes, em outubro, a dívida bruta estava em 78,4% do PIB e, em novembro do ano passado, era de 77,5%.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que desconta da conta os créditos a que os governos têm dinheiro, como as reservas internacionais, também segue em trajetória de crescimento. Ela chegou a 8,2 trilhões de reais em novembro, uma proporção de 65,2% do PIB. Em outubro essa relação estava em 64,8% e, em dezembro do ano passado, era de 61,3%.
Déficit em alta
No acumulado de 12 meses até novembro, o déficit primário do setor público consolidado chegou a 5,5 bilhões de reais, de acordo com os dados do BC. O resultado corresponde a 0,36% do PIB e engloba o saldo entre despesas e receitas do governo central, estados e municípios, além das estatais. Trata-se de um aumento em relação a outubro, quando o déficit acumulado em 12 meses era de 37,7 bilhões reais, ou 0,3% do PIB.
Consideradas apenas as contas de novembro, o déficit primário geral foi de 14,4 bilhões reais, mais do que o dobro do que no mesmo mês em 2024 (6,6 bilhões de reais).
O número é resultado de déficit do governo central de 16,9 bilhões de reais no mês, somado ao déficit de 2,9 bilhões de reais das estatais, enquanto os governos regionais registraram superávit de 5,3 bilhões de reais.
Com informações da Agência Brasil





