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Dilma insiste na ilusão e diz que queda da inflação “é uma maravilha”

Em evento em Brasília, presidente evitou falar a jornalistas sobre adiamento do leilão do trem-bala e elogiou a queda do IPCA

Por Da Redação 8 ago 2013, 18h17

A presidente Dilma Rousseff voltou a comemorar nesta quinta-feira o resultado da inflação oficial de julho. Ela disse que a desaceleração da alta dos preços “é uma maravilha”. A rápida declaração foi dada pela presidente após a cerimônia em que foi apresentada aos novos oficiais generais das Forças Armadas.

Na manhã de quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial. Assim como esperado pelo mercado, devido a questões de sazonalidade, a escalada dos preços arrefeceu em julho e o indicador desacelerou para 0,03% no mês passado. Com o resultado mensal, o IPCA acumula alta de 6,27% nos últimos dois meses e volta a ficar abaixo do teto da meta de inflação do governo, de 6,5%.

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Na quarta, Dilma disse em entrevista a rádios de Minas Gerais que o compromisso de seu governo com o combate à inflação e com a estabilidade econômica se mostram “na prática”.

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A alta da inflação foi um dos motivos que levaram à queda da popularidade de Dilma, que se agravou depois das manifestações que tomaram as ruas do país em junho, chegando a levar mais de 1 milhão de pessoas a protestar em um só dia.

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Desviando o assunto – “A queda da inflação é uma maravilha”, gritou Dilma aos jornalistas enquanto deixava o evento, no Palácio do Planalto, em resposta aos questionamentos dos repórteres sobre a possibilidade do adiamento do leilão do trem de alta velocidade (TAV), o trem-bala, marcado para setembro.

Em reunião realizada na noite de terça-feira, no Palácio do Planalto, Dilma disse que, se o governo não conseguir mobilizar mais empresas, o leilão do trem-bala, previsto para setembro, não será realizado.

Diante da insistência dos jornalistas sobre a possibilidade de adiamento do leilão, Dilma voltou a evitar o assunto e respondeu: “A cesta básica é mais importante.”

(com agência Reuters)

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