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Desvalorização da moeda da Venezuela entra em vigor

No primeiro dia da nova taxa de câmbio, governo informa que situação é normal e não há impacto para quem procura por dólar

Por Da Redação - 13 fev 2013, 16h31

O governo venezuelano relatou normalidade no fornecimento de dólares nesta quarta-feira. Hoje entrou em vigor a desvalorização da moeda oficial, o bolívar, que passou de 4,30 para 6,30 por dólar.

“O regime cambial continua no sistema administrado de divisas. Já a política se modificou com essa taxa de 4,30 a 6,30. Estamos operando em completa normalidade durante todos esses dias”, disse o ministro de Planejamento e Finanças, Jorge Giordani, ao canal oficial VTV.

O decreto de modificação da taxa de câmbio se tornou efetivo ao ser publicado na Gazeta Oficial, depois que o governo anunciou a medida na sexta-feira, a primeira deste tipo desde 2010 e muito esperada pelos analistas.

Segundo o ministro, a oficial Comissão de Administração de Divisas (Cadivi), que fornece dólares a empresas e particulares “está funcionado adequadamente”.

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Além disso, destacou que o recém criado Órgão Superior para a Otimização do Sistema Cambial, composto pelo governo e o Banco Central para avaliar as prioridades de alocações de divisas, instalado no sábado, “já começará a sugerir e dar recomendações”.

A partir de agora, o Cadivi será o único mecanismo para obter divisas, após a eliminação do Sitme, um sistema que permitia uma taxa de câmbio secundário fixo em 5,30 bolívares por dólar e que era muito usada para importações de bens não prioritários.

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Os venezuelanos, que vivem sob um estrito controle do câmbio desde 2003, saíram às compras de eletrodomésticos ou passagens aéreas durante o Carnaval para proteger seu dinheiro de uma alta de preços, após a desvalorização.

O ministro da Indústria, Ricardo Menéndez, afirmou que não é verdade que, “como há um ajuste cambial então os preços de todos os produtos devem ser ajustados novamente”.

Analistas afirmaram, contudo, que a medida terá um impacto negativo na inflação do país, que fechou em 20,1% em 2012 e é a mais alta da região, devido ao encarecimento das importações, das quais o país sul-americano é muito dependente.

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(Com agência AFP)

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