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Criação de empregos é a pior para fevereiro desde 2009

No mês passado, o saldo líquido - contratações menos demissões - ficou em 123.446 vagas, queda de 18,03% na comparação com fevereiro de 2012

O Brasil registrou saldo líquido de 123.446 vagas de trabalho em fevereiro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) nesta quarta-feira. Trata-se do pior resultado para o mês desde 2009, quando houve a criação de 9.179 postos, pela série sem ajustes. O resultado, no entanto, superou a mediana das estimativas de mercado, de 100 mil vagas. Segundo o MTE, o saldo do último mês é resultado de 1.777.411 admissões contra 1.650.965 desligamentos ocorridos no mês.

O número de fevereiro mostrou queda de 18,03% na comparação com as 150.600 vagas criadas em fevereiro de 2012. O resultado também ficou longe do recorde para o período, registrado no segundo mês de 2011 – quando foram abertas 280.799 vagas formais. Segundo o Ministério do Trabalho, os números mensais não foram ajustados para incluir empregos declarados fora do prazo formal.

Os dados mostram, contudo, uma melhora em relação a janeiro, quando foram abertas 28,9 mil vagas formais – o pior resultado desde 2004. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, essa expansão pode indicar uma reação do mercado de trabalho, acenando para um cenário positivo no ano. “Mas ainda é cedo para fazermos especulações”, disse.

A abertura de vagas em fevereiro passado foi puxada pelo setor de serviços, com 82.061 novos postos, e pela indústria da transformação, que abriu 33.466 vagas. Já a agropecuária, ainda segundo o Caged, demitiu 9.775 trabalhadores em termos líquidos, enquanto a construção civil registrou contratação líquida de 15.636 pessoas no mês passado.

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O governo prevê que, em 2013, serão criadas cerca de 2 milhões de vagas formais – número bem acima das expectativas do mercado, tendo em vista que, no acumulado de 12 meses, a criação de vagas está em 1.116.340. Pelos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil subiu em janeiro a 5,4%, devido a fatores sazonais e pressionada pelo desempenho de São Paulo, mas ainda assim foi o melhor resultado para janeiro, mostrando a força do mercado de trabalho. Em dezembro, a taxa havia atingido o menor nível histórico, a 4,6%.

(com Reuters)