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Contas externas registram déficit de US$ 3,5 bilhões no semestre

Segundo o Banco Central, a alta do déficit tem relação com a expansão das importações de bens

As contas externas brasileiras registraram um déficit de 3,5 bilhões de dólares no primeiro semestre deste ano, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC). No mesmo período do ano passado, as transações brasileiras haviam registrado um superávit de 584 milhões de dólares.

As contas externas consideram os resultados da balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).

Segundo o Banco Central, a alta do déficit tem relação com a expansão das importações, que avançaram 18,4% nos primeiros seis meses do ano. Do outro lado, as exportações de bens cresceram apenas 5,5%.

Gastos no exterior

O dólar caro não impediu a alta nos gastos de brasileiros no exterior. Foram desembolsados 9,5 bilhões de dólares (cerca de 35,4 bilhões de reais) no primeiro semestre de 2018. O valor superou o registrado no mesmo período do ano passado, quando os consumidores gastaram 8,8 bilhões de dólares (32,8 bilhões de reais).

Em junho, o brasileiro gastou 1,4 bilhão de dólares (cerca de 5,2 bilhões de reais). No ano anterior, o Brasil havia contabilizado 1,5 bilhões de dólares (aproximadamente 5,5 bilhões de reais) gastos lá fora.

Enquanto isso, as despesas dos estrangeiros no Brasil cresceram. Nos primeiros seis meses do ano, o BC registrou 3,2 bilhões de dólares (cerca de 11,9 bilhão de reais) em gastos no país, contra 3 bilhões de dólares (cerca de 11,1 bilhão de reais) em igual período de 2017.

Mesmo assim, a conta de viagens internacionais voltou a registrar déficit no semestre. A diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil ficou negativa em mais de 6,3 bilhões de dólares (23,4 bilhões de reais). No ano passado, o déficit nessa conta era de 5,7 bilhões de dólares (21,2 bilhões de reais).