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Conselho ainda não decidiu sobre recuperação judicial, diz OGX

Mercado aguarda decisão para esta quarta. Em esclarecimento, a petroleira de Eike não confirma fracasso da venda de Tubarão Martelo à Petronas

Por Da Redação - 30 out 2013, 10h33

A OGX, petroleira de Eike Batista, afirmou na manhã desta quarta-feira que seu Conselho de Administração ainda não deliberou sobre a entrada da empresa em recuperação judicial. A ação é amplamente aguardada para esta quarta-feira, conforme noticiou o site de VEJA. “A decisão de ingressar no processo de Recuperação Judicial cabe ao Conselho de Administração da companhia, o que até o presente momento ainda não ocorreu”, disse a empresa em esclarecimento à matéria publicada no jornal Valor Econômico. A petroleira está diante de prazos apertados. Deverá ter seu pedido de recuperação judicial aprovado até quinta-feira, no máximo, ou terá de dar o calote na sexta-feira, quando vence o prazo de pagamento dos 45 milhões de reais de juros vencidos sobre títulos emitidos no mercado externo.

Na segunda-feira a empresa comunicou ao mercado que sua tentativa de acordo com os investidores fracassou. Por isso, o anúncio do calote é esperado. Neste caso, os credores da empresa poderiam pedir sua falência. Mas, antes disso, a petroleira poderá aprovar um plano para entrar com o pedido de recuperação judicial, o que o mercado acredita que deve ocorrer nesta quarta. Tanto em caso de falência quanto de recuperação judicial, as ações da OGX deverão parar de ser negociadas na BM&F Bovespa.

Acionistas minoritários da empresa, que coletam evidências para entrar na Justiça de modo a ressarcir parte de suas perdas, já desistiram de processar a companhia por não acreditar em sua recuperação. Eles miram, agora, no empresário Eike Batista, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na BM&F Bovespa.

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Petronas – A empresa também comentou outra matéria do jornal, sobre o fracasso das negociações com a Petronas no âmbito da venda de áreas em Tubarão Martelo, na Bacia de Campos. Segundo a publicação, a decisão da petroleira malaia se deu após os dois executivos da OGX que intermediavam as negociações terem sido demitidos – o ex-presidente Luiz Eduardo Carneiro e o ex-diretor jurídico, José Faveret. A Petronas se recusa a negociar diretamente com Eike. O empresário já tentou falar até com o primeiro-ministro da Malásia para resolver o impasse, mas não foi bem-sucedido.

“O acordo com a Petronas será discutido no âmbito do processo de reestruração (sic) financeira para o qual a companhia contratou a assessoria da Angra Partners e Lazard. Tão logo tenhamos definição sobre os assuntos supra mencionados faremos divulgação através de Fato Relevante”, disse a empresa em nota nesta quarta-feira.

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O acordo com a Petronas previa um pagamento de 850 milhões de dólares à OGX – 250 milhões de imediato – pela compra de 40% dos blocos BM-C-39 e BM-C-40. As negociações, anunciadas em maio, estavam paralisadas. A Petronas informou em agosto que aguardaria a reestruturação da dívida da petroleira brasileira para dar prosseguimento ao negócio. No começo de julho, a OGX anunciou a desistência de investir em alguns campos na Bacia de Campos antes considerados promissores. Desde então, Tubarão Martelo é apontado como o principal ativo da companhia.

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