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Confiança do comércio recua 6,4% no 2º trimestre

Segundo FGV, esta é a maior variação trimestral negativa desde dezembro de 2011

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) recuou 6,4% na média do segundo trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior, informou nesta sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Esta é a maior variação trimestral negativa desde dezembro de 2011, quando o indicador caiu 6,8%, ao passar para 114,7 pontos. No resultado anterior, referente ao período de três meses findos em maio, houve queda de 4,4%. No segundo trimestre deste ano, o Icom ficou em 114,7 pontos. Em igual período de 2013, o indicador havia ficado em 122,5 pontos.

O Índice de Situação Atual (ISA-COM) caiu 7,1% no período de três meses até junho ante o mesmo período do ano passado, para 88,2 pontos. Em maio, a variação trimestral havia sido negativa em 7,2% na mesma comparação. Na média de abril a junho, 13,5% das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte (contra 16% em igual período do ano anterior), e 25,4% como fraca (contra 21,1% na mesma base).

Já o Índice de Expectativas (IE-COM) teve queda de 6%, para 141,1 pontos. No trimestre até maio deste ano, a queda era de 2,6%, na mesma base.

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“O resultado geral da pesquisa confirma a tendência de desaceleração do nível de atividade do setor no segundo trimestre de 2014, e a diminuição do otimismo do empresariado em relação à possibilidade de recuperação no horizonte de abrangência da pesquisa (entre três e seis meses)”, avaliou a FGV, em nota oficial.

A confiança do setor de varejo restrito, que exclui itens como veículos, motos, peças e material de construção, caiu 4,4% no trimestre concluído em junho na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o varejo ampliado, que inclui aqueles produtos, teve um recuo de 6,9% na confiança. Apenas no segmento atacadista houve queda de 5,6% no trimestre até junho.

A coleta de dados para a edição de junho da sondagem foi realizada entre os dias 02 e 24 deste mês e obteve informações de 1.213 empresas.

(com agência Reuters)