Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Como as aéreas, distribuidoras de combustível tentam garantir o retorno do cliente

Em um mercado onde a variação de preço é quase inexistente, programa de fidelidade tenta direcionar o motorista para reabastecer nos postos da mesma marca

Por Talita Fernandes 19 Maio 2013, 11h08

Não são só as aéreas que estão interessadas em fidelizar seus clientes. A Ipiranga criou em 2009 o programa ‘Km de Vantagens’, que tem hoje 60 parceiros, entre eles, a Multiplus, e 13 milhões de participantes. A Petrobras é parceria do Smiles com o programa Premmia.

A mecânica é a mesma com a das companhias áereas: acumular pontos com o abastecimento do veículo para trocar por descontos em reabastecimentos ou em produtos de parceiros da marca. Jeronimo dos Santos, diretor de varejo da Ipiranga, afirma que os clientes que participam do programa de fidelização da Ipiranga tendem a consumir 30% mais. Nesse modelo de pontuação, o cliente acumula pontos com todos os parceiros da Ipiranga, onde os resgates podem ser feitos.

Leia ainda: Crescimento do mercado de fidelidade dificulta troca de pontos e aéreas buscam alternativas

Claudio Felisoni, presidente do Conselho do Instituto Brasileiro Executivos Varejo (Ibevar), diz que o mercado de fidelidade é uma forma de escapar da concorrência por preços. No mercado de combustíveis, essas políticas de benefícios são quase obrigatórias: quando se tem produtos parecidos, a competição de preços acaba em perdas mútuas.

A expansão do mercado consumidor também é um importante atrativo. “Sem dúvida, com a expansão da classe C há uma explosão do próprio consumo. De 2004 para cá, cerca de 30 milhões de pessoas saíram da base da pirâmide e passaram a ter renda entre quatro e dez salários mínimos. Isso tem impacto fundamental na demanda”, diz Felisoni. Como fizeram as companhias aéreas, as distribuidoras de combustíveis esperam garantir que a fidelidade faça o usuário não mudar de rota.

Continua após a publicidade
Publicidade