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Como a queda da Selic afeta o bolso do consumidor

Selic cai 0,25 ponto percentual e atinge seu menor valor na história, mas consumidor deve sentir pouca diferença no bolso, segundo Anefac

Por Da redação - 7 fev 2018, 20h04

O Banco Central anunciou, nesta quarta-feira, uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros básica (Selic), que passou de 7% a 6,75% ao ano com a mudança. Porém, segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o impacto da redução para o bolso do consumidor será muito pequeno.

Pela lógica, a queda na taxa de juros básica deixar os empréstimos mais baratos. A Anefac informa que as taxas cobradas dos consumidores, na prática, acabam sendo muito maiores do que a Selic – da ordem de 133,61% ao ano, em média, para pessoas físicas.

“Este é o menor valor da taxa Selic em toda sua história, mas isso adianta muito pouco, porque os juros para o tomador final no Brasil ainda estão entre os maiores do mundo”, explica o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, em nota. “As altas taxas para o tomador final retiram poder de compra das famílias, inibem o investimento e a geração de emprego por parte das empresas e dificultam a retomada do crescimento”.

Para ele, o Banco Central precisa “deixar de só fazer ameaças ao sistema bancário” e começar a “tomar ações incisivas para reduzir a taxa de juros ao tomador final”.

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Simulações

Um dos exemplos dados pela Anafec para ver como a queda na Selic poderia afetar o consumidor é a simulação de uma compra de geladeira. Imaginando que o preço à vista do produto é 1.500 reais e o valor será parcelado em 12 vezes, com a Selic a 6,75% ao ano, a taxa de juros fica em 5,43% ao mês e cada parcela sairia por 173,37 reais. Ao final, o comprador teria desembolsado 2.080,40 reais no produto.

Com a taxa anterior, de 7% ao ano, os valores seriam muito parecidos. A taxa de juros ao mês seria de 5,45% e cada parcela sairia por 173,56 reais – uma diferença de apenas 19 centavos em relação à nova taxa. A compra, no total, sairia 2.082,72 reais, apenas 2,32 reais mais barata.

Para o cheque especial, a diferença também é pequena. Um cheque de 20 dias de 1.000 reais teria uma taxa mensal de 12,12% com a Selic a 6,75% ao ano. Se considerarmos a taxa básica a 7%, a taxa mensal sobe para 12,14%. No final, o consumidor terá pago 80,80 reais em juros, no primeiro caso, e 80,93 reais, no segundo. Isso representa uma economia de apenas 13 centavos.

Confira abaixo uma tabela com as taxas de juros praticadas pelo mercado para pessoas físicas:

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Linha de crédito Taxa ao ano, com Selic a 7% Taxa ao ano, com Selic a 6,75%
Juros do Comércio 89,04% 88,61%
Cartão de Crédito 321,63% 320,74%
Cheque Especial 295,48% 294,64%
CDC Bancos –
Financiamento Veículos
26,97% 26,68%
Empréstimo Pessoal
Bancos
62,52% 62,15%
Empréstimo Pessoal
Financeira
137,91% 137,38%

 

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