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Comissário europeu: resgate da Eurozona à Espanha é um sinal claro ao mercado

Por Georges Gobet - 10 jun 2012, 15h07

A decisão de acordar um resgate aos bancos espanhóis é um sinal claro dirigido ao mercado pelos países da zona do euro sobre sua determinação em atuar de maneira decisiva para evitar a contaminação, declarou no domingo o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn.

“Trata-se de um sinal da determinação da zona do euro em tomar medidas decisivas para conter as turbulências”, afirmou em uma declaração televisada de Bruxelas.

Segundo o comissário, a Espanha deve apresentar rapidamente um pedido formal para esta ajuda, provavelmente antes do próximo encontro do Eurogrupo, que reúne os ministros de Finanças da União Europeia, em 21 de junho, no qual farão os preparativos para a reunião semestral do grupo, em 28 e 29 de junho.

“As necessidades do setor bancário da Espanha foram estimadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em 40 bilhões de euros, mas podem ser muito mais elevada”, afirmou.

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De acordo com Rehn, a Espanha aguarda agora os resultados de duas avaliações independentes, mas o Eurogrupo decidiu deliberadamente dar uma margem de manobra, colocando 100 bilhões de euros à disposição.

“A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o FMI realizarão uma análise em profundidade das necessidades de reestruturação e de recapitalização do setor bancário na Espanha”, disse, “Logo será firmado um memorando com a Espanha”, completou.

Rehn confirmou ainda que as condições relacionadas a esta ajuda afetarão unicamente o setor bancário e o financeiro. “Não haverá condições sobre a política fiscal ou às reformas estruturais”, afirmou.

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