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Com valor de insumos crescente, serviços avançam menos em setembro

PMI do setor no mês é o segundo maior em mais de nove anos; expansão e otimismo continuam com os avanços nas vacinações

Por Luisa Purchio 5 out 2021, 10h59

Divulgado na manhã desta terça-feira, 5, o Índice de Atividade de Negócios do setor de Serviços do Brasil, medido pela consultoria IHS Markit, veio em 54,6 em setembro, apontando uma leve desaceleração em relação ao índice do mês anterior, de 55,1.  Ainda assim, este foi o segundo maior número em mais de nove anos de série, apontando que o setor continua em expansão com os avanços da vacinação contra a Covid-19 e a retomada da demanda com a amenização da pandemia. Apesar das altas, houve uma forte pressão no preço dos insumos, o que sobrecarregou as empresas e se refletiu nos preços cobrados aos consumidores pela prestação de serviços.

Houve aumento acentuado nos preços dos alimentos, combustíveis, equipamentos de proteção individual e materiais. As maiores altas nas despesas dos fornecedores ficaram por conta de Serviços ao Consumidor e Transporte e Armazenamento. Já em relação a preço ao consumidor, os destaques foram Informação e Comunicação e Transporte e Armazenamento.

“Embora a expansão do setor de serviços continue evoluindo, as evidências de que a inflação aumentou ainda mais incomodarão os elaboradores de políticas públicas e prejudicarão os lucros das empresas. Novamente, as empresas relataram aumentos mensais consideráveis nos custos de energia, alimentos, combustível e materiais em meio à valorização do dólar americano, aos preços globais mais altos do petróleo e à escassez de água”, disse Pollyanna De Lima, Diretora Associada de Economia na IHS Markit.

“Com as condições de demanda permanecendo favoráveis, o poder de precificação foi mantido e as empresas puderam, portanto, dividir os custos adicionais com os clientes. No entanto, os preços de venda aumentaram a um ritmo muito mais lento do que os custos de insumos — apesar de ambos terem atingido níveis recordes — sugerindo que as empresas absorveram a maior parte das despesas adicionais”, disse ela.

Em relação aos próximos 12 meses, o grau de otimismo das empresas do setor em relação aos negócios atingiu o nível máximo dos últimos 26 meses. Apesar do aumento da demanda no cenário doméstico, houve contração nas vendas internacionais e os novos negócios de exportação tiveram a primeira queda em cinco meses.

Criação de empregos

Para atender a demanda crescente, houve aumento na contratação pelos prestadores de serviços e o índice de emprego cresceu no segundo ritmo mais alto em nove anos e no quarto mês consecutivo. Com o aumento da força de trabalho, os negócios não concluídos tiveram a primeira retração em três meses e foi possível diminuir os pedidos em atraso.

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