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Com alta do dólar, TAM pode aumentar preços e mudar rotas

Diretor de vendas da companhia disse que patamar já preocupa e lembra que mais de 50% dos custos são em moeda estrangeira

Por Da Redação - 20 ago 2013, 17h36

O diretor de vendas da TAM, Klaus Kühnast, afirmou nesta terça-feira que, caso o real mantenha o atual patamar com relação ao dólar ou continue subindo, a empresa será obrigada a tomar atitudes para reduzir custos, como mudança nas rotas ou repasse de custos ao consumidor. “Neste momento não há nova estratégia de cortar rotas e voos, mas, com certeza, se o dólar continuar neste patamar ou subir, algum impacto poderá ter no futuro. Impacta a empresa e teremos que tomar uma ação ou no preço ou nas rotas”, afirmou.

Na segunda-feira, o dólar no balcão fechou a 2,4140 reais e no pregão desta terça-feira fechou a 2,39 reais, depois de uma ação conjunta do Banco Central e do Tesouro.

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Sobre as projeções de alguns analistas de que o dólar pode fechar o ano cotado a 2,80 reais, Kühnast disse que essa taxa, caso seja concretizada, “faria a empresa olhar a estratégia novamente”. “O dólar e o combustível são os fatores variáveis mais complicadores das companhias aéreas. Até o combustível é em dólar. Mais de 50% dos custos são em dólares. O impacto é grande. Cada centavo que aumenta o dólar a gente fica mais preocupado”, disse, ressaltando o trabalho que as aéreas estão fazendo junto ao governo federal para reduzir seus custos.

Indagado se há um plano B caso o governo não atenda aos pleitos das companhias aéreas por uma nova fórmula de cálculo do preço do querosene de aviação, entre outras medidas operacionais, Kühnast negou. “Não há plano B. O que existe é focar o tempo todo nos custos, que é o que as aéreas e a Latam estão fazendo”, disse, ressaltando que a TAM reduziu em 12% a oferta no mercado doméstico desde 2011.

Sobre o programa de demissão voluntária da empresa, que termina nesta quarta-feira, o executivo disse que ainda não tem os números de quantos aderiram ao processo. A ideia da empresa é demitir 811 funcionários.

As declarações foram dadas em coletiva de imprensa realizada pela companhia em parceria com o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), quando foi anunciado o início do programa Discover Brasil 2013, que prevê a apresentação de destinos turístico de dez estados brasileiros para operadores de turismo vindos do exterior.

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(com Estadão Conteúdo)

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