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Coca-Cola perde US$ 12 mi devido às laranjas brasileiras

Ainda assim, resultado apresentado pela companhia manteve-se estável: no segundo trimestre, lucro líquido praticamente empatou com o número alcançado em 2011, chegando a 2,78 bilhões de dólares

Por Marcela Ayres - 17 jul 2012, 13h04

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Depois de constatar que o suco de laranja importado do Brasil continha carbendazim, um fungicida proibido nos Estados Unidos, a Coca-Cola suspendeu a importação do produto em dezembro do ano passado. Dona das populares marcas Minute Maid e Simply Orange, a gigante de bebidas transferiu a produção para a terra do Tio Sam, mais especificamente para a Flórida – e amargou um custo adicional de 12 milhões de dólares com a troca nos seis primeiros meses do ano, segundo balanço publicado hoje pela companhia.

Segundo a FDA, órgão que funciona como a Anvisa americana, o uso do produto teria aumentado o risco de tumores no fígado de animais. A agência baniu a utilização do defensivo em 2009. Como os Estados Unidos são o principal destino do suco tupiniquim, o fungicida acabou sendo proibido no Brasil em meados de fevereiro, depois de diversos carregamentos do suco de laranja acabarem sendo barrados pelas autoridades norte-americanas.

Mercado pujante – Mas nem tudo são más notícias para a Coca quando o assunto é Brasil. No último trimestre, o crescimento do volume de bebidas vendido no país subiu 6%, acima dos 4% registrados pela companhia globalmente. No mesmo período, a performance da Coca na Europa Central e nos países nórdicos caiu 5%.

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Bebida mais conhecida do portfólio da empresa, a Coca matou a sede de ainda mais brasileiros – o volume do refrigerante subiu 4% por aqui, o dobro do registrado pela companhia no mundo. Os resultados ajudaram a companhia a manterem o balanço no azul, apesar da desaceleração econômica enfrentada na Zona do Euro. Segundo a empresa, os brasileiras consomem em média, cerca de 54 litros da bebida por ano. A média mundial é de 21,6 litros.

Nos últimos três meses, o lucro líquido da Coca-Cola foi de 2,78 bilhões de dólares, número que praticamente empata com os 2,8 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado. Ainda que a receita operacional tenha subido 3%, passando de 12,7 para 13 bilhões de dólares, o custo dos produtos também aumentou 5%, impactando a margem alcançada pela companhia.

No ano, o crescimento do lucro líquido da Coca-Cola foi de 3%, alcançando 4,8 bilhões de dólares.

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