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Chuvas devem trazer alívio ao setor elétrico em 2016

Expectativa de que volume de chuvas das últimas semanas se mantenha no período úmido deve fazer com que preço da energia tenha alta mais controlada

Por Da Redação
11 jan 2016, 10h07

A expectativa de que o volume de chuvas das últimas semanas se mantenha durante o período úmido, até abril, pode trazer alívio ao setor elétrico em 2016. Se no início de 2015 a discussão setorial tinha como assunto principal o risco de racionamento, o começo do novo ano traz o El Niño como foco de atenções. Por isso, a percepção, neste momento, é de que a pressão de custos sobre o setor será menor do que aquela registrada em 2014 e 2015. Como consequência, o preço da energia deve ter alta mais controlada.

Institutos de climatologia preveem que a intensidade do fenômeno El Niño permanecerá elevada até o início do outono. Com isso, o volume de chuvas na região Centro-Sul do País tende a atingir patamares mais altos durante o verão. Historicamente, os meses de dezembro a fevereiro correspondem a 50% da chuva que atinge a região Sudeste/Centro-Oeste no ano.

“Não será um período úmido excepcional, mas também não será ruim. Será um período úmido dentro da média e dessa forma sairemos dele com reservatórios mais elevados do que ocorreu em 2014 e 2015”, destaca a diretora de Produtos e Conteúdo da Climatempo, Patricia Madeira.

Confirmadas as expectativas de chuva para os próximos meses, o nível de água armazenada nos reservatórios do submercado Sudeste/Centro-Oeste poderá terminar o período úmido com patamares superiores a 50%. Desde o mês passado o indicador se mantém próximo de 30%.

Outro ponto que justifica a melhoria no nível de água dos reservatórios, e que continuará a ter peso importante no balanço do setor elétrico em 2016, é a redução da demanda. “Saímos de um consumo realizado de 63.000 MW médios em 2013 e chegamos a 65.000 MW médios em 2014. O projetado para 2015, em janeiro, era de 67.000 MW médios, mas o número realizado em 2015 ficará próximo de 64.000 MW médios”, explica o diretor da consultoria PSR, Luiz Augusto Barroso.

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(Com Estadão Conteúdo)

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