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Cerca de 27 milhões de brasileiros encerraram agosto no cheque especial, mostra GuiaBolso

Especialistas alertam para taxas abusivas do cheque especial e dizem que limite de crédito deve ser usado por, no máximo, uma semana

Por Da Redação 22 set 2014, 12h46

Atualmente há 103 milhões de contas correntes abertas no país, mas cerca de 27 milhões delas encerraram agosto no cheque especial. As informações são de um levantamento realizado pelo GuiaBolso e divulgado nesta segunda-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo. “Como essas pessoas têm mais de 70% da renda comprometida com outros empréstimos bancários, pagos com débito em conta, já no começo do mês elas são obrigadas a entrar no cheque especial para bancar gastos até com alimentação, sob taxas abusivas”, explica a coordenadora do Programa de Apoio ao Superendividado (PAS) da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Vera Remedi. “O que cai de dinheiro na conta serve somente para cobrir o cheque especial, muito caro, e, na prática, a renda da pessoa passa a ser o crédito.”

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O presidente do GuiaBolso, Thiago Alvarez, diz que um quarto dos brasileiros consideram o cheque especial como parte da renda, mas o que impressiona são as altas taxas e o tempo de utilização do limite de crédito. Para contas do Banco Central o empréstimo pessoal consignado (descontado diretamente do salário) e o empréstimo pessoal não consignado têm taxa de juros mensal de 1,9% e 6%, respectivamente, enquanto o cheque especial tem taxa de juros mensal de 8,7%. O economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, lembra que os correntistas devem evitar o cheque limite, utilizando-o no máximo por uma semana quando necessário. Dados do Banco Central apontam, no entanto, que os correntistas recorrem ao cheque especial em média durante 22 dias no mês.

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