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Cautela com quadro fiscal e risco de impeachment impulsionam dólar

Moeda americana chega a ser cotada a 3,95 reais na máxima da sessão; valorização também é influenciada por movimento no exterior

O dólar opera em alta nesta quarta-feira pressionado por preocupações crescentes com a situação política e fiscal do país e em linha com o movimento visto no exterior. No mundo, a moeda americana sobe ante divisas emergentes ligadas a commodities, reagindo à forte queda das bolsas chinesas e pelo dado fraco da balança comercial do Japão, que aumentou os temores em relação ao desempenho da economia global.

Por volta das 12 horas, a moeda americana subia a 1,18%, sendo negociada a 3,94 reais.

No cenário doméstico, os investidores estão tensos com a possibilidade de o governo anunciar ainda hoje um rombo de até 70 bilhões de reais nas contas públicas de 2015. Integrantes da equipe econômica da presidente Dilma Rousseff têm se reunido desde a semana passada para discutir a alteração na meta fiscal, de superávit de 0,15% para déficit de até 1,2% do PIB. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, o anúncio oficial da revisão deve acontecer até o fim desta semana.

A crise política também segue no radar. Líderes da oposição entregaram hoje um novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, redigido pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior. Nele, foram incluídos decretos presidenciais de 2015 que reforçam a tese de que o governo manteve a prática das chamadas ‘pedalas fiscais’ neste ano. Logo após o documento ser entregue ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o dólar disparou para 3,95 reais, maior cotação do dia.

No cenário externo, as exportações do Japão subiram 0,6% em setembro, abaixo do esperado, diante da demanda mais fraca da China. Já o euro avança ante o dólar diante da aposta de que o Banco Central Europeu (BCE) não adotará medidas de estímulo em reunião marcada para quinta-feira. Na China, os principais índices acionários – o Xangai Composto e o Shenzhen – caíram quase 3%, no pior desempenho em cinco semanas.

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(Com agências)