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Câmbio tem sido fator crítico para a indústria, diz CNI

Por Célia Froufe

Brasília – Vilão constante das análises da indústria, o câmbio voltou a ser citado hoje pelo gerente-executivo de políticas econômicas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flavio Castelo Branco. Ele lembrou que a desvalorização do real, que começou em 2011, já passou e que, em janeiro deste ano, o quadro já se reverteu com uma nova queda do dólar. “A valorização da moeda vem desde 2005 e é um problema para o País, pois acirra a competição com produtos estrangeiros”, disse. “A valorização do real tem sido um fator crítico para a indústria.”

Segundo o executivo, apesar da perspectiva de melhora para o setor este ano, alguns problemas permanecerão para a indústria. Um dos principais é a competição com produtos da Ásia, principalmente com a China. “Isso deve continuar”, previu.

Para Castelo Branco, apesar de ainda nebuloso, o quadro internacional pode ser melhor em 2012 do que foi em 2011. “A Europa não saiu da crise, mas passou pelo momento mais difícil. Isso deve se refletir em ambiente de mais normalidade, mas ocasiona também uma nova onda de valorização da moeda brasileira.”

Outro ponto positivo, na avaliação da CNI, é a atual trajetória de queda da taxa de juros (atualmente, a Selic está em 10,50% ao ano e o Banco Central vem dando vários sinais de que a taxa básica deverá chegar ao patamar de um só dígito este ano. “O recuo vai levar à melhora na condição de financiamento e isso é importante para alguns bens de consumo”, citou. “Por isso, acreditamos que o faturamento deve crescer mais este ano do que foi em 2011, mas será um avanço ligeiramente melhor, não substancialmente melhor”, concluiu.