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Operação que investiga vazamento da Selic mira fundo do BTG

Operação 'Estrela Cadente' cumpre mandatos de busca e apreensão para investigar vazamento de informações sigilosas em favor de fundo de investimentos

Por da Redação - Atualizado em 3 out 2019, 13h55 - Publicado em 3 out 2019, 12h13

Ministério Público Federal e a Polícia Federal cumprem nesta quinta-feira, 3, mandatos de busca e apreensão na sede do banco BTG Pactual, em São Paulo. A ação faz parte da operação “Estrela Cadente”, que investiga vazamentos de resultados da taxa básica de reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) entre os anos de 2010 e 2012.

De acordo com o Ministério Público Federal em São Paulo, a investigação apura o fornecimento de informações sigilosas sobre alterações na taxa básica de juros da economia, a Selic, por parte da cúpula do Ministério da Fazenda e do Banco Central, em favor de um fundo de investimento administrado pelo BTG Pactual.

O órgão informou que a operação decorre da delação premiada de Antônio Palocci ex-ministro da Fazenda no governo Lula e da Casa Civil no Governo Dilma.

O banco BTG Pactual informou em nota que recebeu pedidos de informação do MPF referente à operações realizadas pelo Fundo Bintang FIM, que foram devidamente respondidos. Segundo o banco, o Fundo possuía como  único cotista um profissional do mercado financeiro que também era o gestor credenciado junto à CVM. A instituição financeira sustenta que o cotista “nunca foi funcionário do BTG Pactual ou teve qualquer vínculo profissional com o Banco ou qualquer de seus sócios”. Ainda segundo a nota, o BTG exerceu apenas o papel de administrador do referido fundo, “não tendo qualquer poder de gestão ou participação no mesmo”.

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